Capítulo 9 - Em Nome do Amor

 

CENA 1

Estela continua pasma.

Estela: (Incrédula) Do que a senhora está falando hein? Como sabe meu nome?

Cigana: Eu sei de tanta coisa minha filha.

A Cigana sai, Estela continua pasma, Fernando entra com os sorvetes, nota o estado de Estela.

Fernando: Aconteceu alguma coisa amor?

Estela: Não... Tá tudo bem. Tá tudo bem sim, tudo ótimo.

MESES DEPOIS...

CENA 2

Besouro está conversando com Larissa na sala de visita.

Larissa: Olha cara se você fizer o serviço direitinho, você vai sair ganhando, então já sabe. Eu quero sair desse inferno daqui a uma semana, justamento no dia do casamento da Luna e do Gustavo.

Besouro: Dona Larissa se a senhora pagar bem eu vou lá na casa da sua rival e faço servicinho.

Larissa: Não, eu quero me vingar de muita gente! Primeiro eu vou matar o policial Novaes, o que me prendeu, depois o juíz Vasconcelos e todo o jurí, depois vem minha vingancinha pessoal.

Besouro: Vê lá dona! Se a senhora for pega por todos esses crimes vai ficar presa pelo resto da vida!

Larissa: Quem disse que eu vou ficar presa. Então você já sabe o que deve fazer né? Enviar as cartas anônimas pra....

CENA 3

Luna está pensativa, Gustavo entra.

Gustavo: O que foi Luna? Os preparativos para o casamento estão a todo vapor... Por que você tá assim?

Luna: Eu estou com péssimo pressentimento quanto a nossa festa de casamento... Como se algo que fosse mudar a vida de todos nós estivesse prestes a acontecer.

Gustavo: Ninguém pode nos fazer mal! A Suzana foi assassinada, a Larissa está presa.

Luna: Aquele tal de Lipe que tentou me matar não foi preso, quanto menos morreu. O que não me sai da cabeça é que a pessoa que matou a Suzana, ou foi a mando da Larissa pra queimar arquivo, ou foi alguém ligado a ela, pois nada me tira da cabeça que o assassinato da Suzana está relacionado a ela. Eu lembro de quando eramos crianças... Eu, a Larissa, a Estela, a Suzana e a Jandira brincando de pick esconde, de pega-pega, se divertindo, quem diria que as nossas vidas mudariam tanto assim? A Suzana e a Larissa foram fazer intercâmbio na França e voltaram verdadeiras cobras pra cima da gente.

Gustavo: É, mais o que será que aconteceu na França que elas ficaram assim?

Luna: Não sei, tomara que um dia saibamos. Se bem que agora não importa mais, a Suzana está morta e a Larissa está presa.

CENA 4

O Homem vê o carcereiro de Larissa perto de uma banca de jornal, vendo a manchete do dia. O Homem se aproxima da banca com um copo de café quente, e por trás do carceireiro joga o copo de café nele.

Homem: Ai moço, mil perdões, esbarrei no senhor.

Rapidamente o Homem coloca duas carta no bolso do carcereiro e sai correndo.

Carcereiro: E gentinha mal educada! Joga café nos outros e sai assim correndo, sem mal pedir desculpas direito! Mas logo logo eu vou me ver longe deste país tupiniquim, como diz a Larissa!

CENA 5

O carcereiro está se trocando no quarto dos funcionários na penitenciaria, quando tira a calça vê as duas cartas cairem, desconfiado as pega. Vê para quem são as cartas.

Carcereiro: Larissa Prado Vasconcelos, e Zé Matos da Silveira. Sou eu! Mas por quê? Como? Vou abrir primeiro a minha carta que é melhor. Olá Zé, pois bem, vamos logo aos fatos, você entregará este presentinho que deixei no seu bolso à Larissa e não contará a mais ninguém destas cartas, do mesmo jeito que eu descobri que você mora no último andar de um prédio luxuoso do Ipanema, e que o número de seu apartamento é 178 eu também descobrirei caso você diga algo a alguém. Eu coloquei esta carta em seu bolso quando te segui até a banca e joguei café quente em você, espero que não tenha queimado as nadegás, e não seja indiscreto a ponto de ler a carta da Larissa, eu sei que você não viu porque eu estava de boné, óculos escuros, barba falsa e a propósito com uma máscara facial também. Tenha um bom dia Zé. (Assustado) Que brincadeira de mal gosto é essa?

CENA 6

O carcereiro se aproxima de Larissa que está em sua cela. Larissa está completamente furiosa.

Carcereiro: Oi Larissa!

Larissa: De novo aquela vaca da Laura me molestou.

Carcereiro: Calma, isso é por pouco tempo Larissa.

Larissa: É mesmo, em uma semana isto acaba. Mas o que quer?

Carcereiro: Eu não sei como, mais essa carta veio para no bolso da minha calsa, e a única Larissa Prado Vasconcelos que eu conheço é você.

O carcereiro entrega a carta a Larissa que lê silenciosamente a mensagem: Só damos valor a uma pessoa quando perdemos... E em breve você perderá alguém que durante estes três anos foi a pessoa que mais te ajudou e você não deu a essa pessoa o devido valor, que peninha. Hoje você receberá uma amostra do que eu sou capaz de fazer. Prepare-se Larissa, estamos prestes a ser reapresentados.

HORAS DEPOIS...

CENA 7

O carro do carcereiro está andando numa avenida lotada tranquilamente, a rua está lotada de pedestres, quase sem carros, o carro do carcereiro para no sinal, um outro carro preto aproxima-se em alta velocidade do lado do carro do carcereiro, o homem, com um capuz que não cobre apenas os olhos sai armado do carro.

Homem: Sai do carro agora, anda sai do carro.

Todos na avenida ficam pasmos, o carcereiro apavorado sai do carro.

Carcereiro: Calma! Eu já sai do carro.

O carcereiro olha nos olhos do homem.

Carcereiro: É você!?

O homem dá três tiros no carcereiro, que cai morto no chão, todos ficam ainda mais pasmos, o homem se aproxima e joga em cima do corpo um papel escrito com letras grandes e vermelhas a palavra VINGANÇA. O homem entra no carro e sai.

CENA 8

Larissa está pensativa.

Larissa: "Foi a pessoa que mais te ajudou". Quem? (Pensa) Ah meu Deus, o Zé, o Zé foi assassinado!

6 DIAS DEPOIS...

CENA 9

Luna está em sua despedida de solteiro dançando com Jandira e Estela, a boate está lotada.

CENA 10

Besouro e outros vários homens armados até os dentes estão na porta da casa de Besouro na frete de uma van.

Besouro: Vocês já sabem né? Essa madrugada é decisiva a gente vai ganhar uma nota ajudando essa grã-fina a fugir do inferno.

Capanga: Seja o que Deus quiser.

Besouro: Nem diz isso, Deus com certeza não quer que essa mulher, que pelo que eu sei é a reencarnação do capeta na Terra saia do inferno, mas o diabo talvez, então vamos falar melhor: Seja o que o capeta quiser.

Os homens levantam as armas e disparam vários tiros para o alto, e após isso entram na van e partem.

CENA 11

Larissa está em sua cela acordada, enquanto todas as presídiarias dormem.

Larissa: É, o cerco está armado! As pessoas que me colocaram aqui estão com as horas contadas, assim como a Jandira, a Estela e a Luna.

 

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO