Capítulo 9

Capítulo 9

Anteriormente em Vendetta...

Eleonora promete se vingar de Beatriz, Henrique ouve uma estranha conversa de Alcides e Sandro, Natacha e Marcelo passa a namorar, Alcides apresenta Álvaro para Sandro.

CENA 1. CASA DE SÍLVIO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

Sandro se levanta e vai até Álvaro, Sandro olha Álvaro de cima a baixo.

SANDRO - É... Vai servir pro meu plano.

ÁLVARO - Espero te satisfazer senhor.

SANDRO - Eu espero que você não tenha frescura de colocar aquele plano em prática. Já fez algo do tipo?

ÁLVARO - Pra ser sincero nunca senhor.

SANDRO - Tudo tem uma vez na vida né?

ÁLVARO - Pagando bem... Eu vendo até minha alma ao diabo.

SANDRO - Isso mesmo... Assim que eu gosto, de gente com ambição!

CENA 2. FACULDADE/ SALA DE AULA. INTERIOR. DIA

O sinal bate, a maioria dos alunos sai. Esperança é a única que fica na sala e vai até Natacha.

ESPERANÇA - Ora ora Olivia até que pra uma falsa professora você ensina bem.

NATACHA - Eu sei disso... Na Argentina, a minha amiga Kiki ela me ensinou tudo sobre essa matéria, ela foi minha professora disso, ela me ensinou, daí eu vim pro Brasil, tô fazendo um cursinho básico e forjei meu certificado.

ESPERANÇA - A Kiki foi sua cúmplice no assassinato daquele homem?

NATACHA - (Desconversando) Vamos almoçar? To com fome, vem comigo no La Frontière, dizem que a comida de lá e o atendimento são ótimos.

ESPERANÇA - Vamos, mas esse assunto ainda não acabou.

Natacha e Esperança saem.

CENA 3. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA/ COMEÇO DE TARDE

O dia dá lugar a um começo de tarde quente e ensolarado.

CENA 4. LA FRONTIÈRE/ SALÃO. INTERIOR. COMEÇO DE TARDE

Natacha e Esperança estão numa mesa no restaurante almoçando, estão quase terminando o almoço.

ESPERANÇA - Olivia, aquela tal da Kiki foi sua cúmplice?

NATACHA - A Kiki não foi minha cúmplice porque ela não tava viva.

ESPERANÇA - Como assim?

NATACHA - A Kiki ela tentou me ajudar a... Você sabe e daí o cara que morreu...

ESPERANÇA - (Corta) O cara que você matou.

NATACHA - Não fala isso aqui! Alguém pode escutar! Como eu ia dizendo, o cara que morreu descobriu e quis se vingar e ele não precisava mais da Kiki, então, seis meses antes de eu matar ele, ele matou a Kiki à facadas num beco da rua em que eu vivia. Vivia não, sofria, porque aquilo não era vida.

ESPERANÇA - Nossa!

Natacha e Esperança acabam de comer.

NATACHA - Garçon, por favor a conta.

O garçon vai até Mário e Mário vai até a mesa de Natacha e Esperança.

MÁRIO - A refeição de vocês é por conta da casa. Eu tenho uma dívida enorme com a Beatriz e com a Esperança, a Beatriz foi uma ótma funcionária e salvou a minha vida e da Esperança, e a Esperança salvou minha vida, se não fosse ela vocês não estariam falando comigo agora e você, como professora das duas come aqui de graça... Por tanto, tudo por conta da casa.

NATACHA - Obrigado.

Mário vira-se para ir embora, Natacha e Mário trocam olhares sensuais. Esperança percebe.

ESPERANÇA - Investe nele, é um bom homem, não é um bandido como seu primo.

NATACHA - Tarde demais, eu já sou uma bandida que nem o meu primo.

ESPERANÇA - Ô amiga! Não fica assim, você matou ele em legítima defesa, e se não matou ele mereceu... Você tem de provar sua inocência, e por o Marcelo na cadeia e ser feliz.

NATACHA - Não sei, eu não sei se tenho mais salvação.

ESPERANÇA - Tem salvação sim! Você fez tudo o que fez por que foi obrigada.

NATACHA - De noite vou encontrar com o Marcelo na minha casa, vou ter que ir pra cama com ele de novo!

ESPERANÇA - Boa sorte.

NATACHA - Vou tomar anticoncepcional.

Natacha pega uma embalagem de anticoncepcional, Natacha não vê que a validade está vencida.

https://www.youtube.com/watch?v=FzvhDizVlI4

CENA 5. FINANCEIRA/ SALA DE ORLANDO. INTERIOR. TARDE

Cristiano está na sala de Orlando.

ORLANDO - Cristiano, eu sei que você não veio aqui por minha causa.

CRISTIANO - Que papo é esse?

ORLANDO - Pelo jeito eu to vendo que te conheço melhor que você mesmo! Quando você vai tomar coragem de largar a Eleonora e investir na Bia? Ela é uma boa moça, tem boa família no interior e um caráter inquestionável.

CENA 6. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. TARDE/ NOITE

Cai a noite em São Paulo, uma noite fria e nublada toma conta da capital paulista, que segue um acelerado ritmo com carros, onibus, pessoas, congestionamentos, etc.

CENA 7. FLAT. SUÍTE DE NATACHA. INTERIOR. NOITE

Natacha está na sala vestida com uma roupa bem curta, vendo um jornal na televisão.

NATACHA - Não tem nada interessante nessa droga!

Começa uma reportagem no jornal onde a foto de Natacha aparece na tela, a foto é diferente de como ela está.

JORNALISTA - (Na TV) Há indicios que essa mulher, chamada Olivia Mercedes esteja aqui em São Paulo, segundo a polícia, uma mulher muito parecida com ela veio para São Paulo após fugir da Argentina.

NATACHA - (Surpresa) Eu to ferrada! O Marcelo não pode ver isso!

A campainha toca, Natacha imediatamente desliga a TV, abre a porta e se depara com Marcelo.

NATACHA - Oi amor, entra.

MARCELO - Oi Natacha, tudo bem?

NATACHA - Vai ficar bem melhor agora.

Marcelo entra, Natacha pega Marcelo pela gravata e vai arrastando ele até o quarto. Ao chegarem no quarto, Natacha tira a roupa de cima.

NATACHA - O resto você tira...

Marcelo se aproxima. Natacha o para.

MARCELO - Com a boca.

Marcelo aproxima a boca do soutein de Natacha e começa a morde-lo.

CENA 8. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE/DIA

A noite fria dá lugar a um ensolarado, quente e seco dia.

CENA 9. FLAT. SUÍTE DE NATACHA. INTERIOR. DIA

Natacha está sozinha em seu quarto pensativa, o telefone toca.

ESPERANÇA - Alo Natacha.

NATACHA - Oi Esperança.

ESPERANÇA - Viu o jornal ontem?

NATACHA - Vi sim, várias pessoas viram, menos o Marcelo graças a Deus, ele tava vindo passar a noite comigo.

ESPERANÇA - O que você pretende fazer?

NATACHA - Eu tenho um plano, que acabei de bolar, é meio maluco, mais é minha única saída porque se o Marcelo descobrir que eu sou a Olivia ele pode me enviar de novo pra Argentina, me denunciar ou até mesmo me matar!

Natacha continua falando.

CENA 10. AVENIDA PAULISTA. EXTERIOR. DIA

Na avenida várias pessoas circulam e vários carros andam, entre eles o carro de Henrique que anda pela avenida, há alguns metros vem o carro de Álvaro que está seguindo o de Henrique.

ÁLVARO - Eu mereço! Ficar perdendo meu tempo seguindo esse marmanjo!

O celular de Álvaro toca, Álvaro atende Sandro.

ÁLVARO - Oi, tudo sim, to seguindo o cara. O que foi? Não é hoje ainda que eu vou executar o plano? Um dia a mais pra eu me preparar. Ok? Hoje eu vou ter que fazer isso? Tá bom, hoje a noite eu pego ele depois da faculdade.

CENA 11. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA/ NOITE

O dia vai embora e logo chega a tarde que também vai, chega uma noite quente e ensolarada.

CENA 12. FINANCEIRA/ RECEPÇÃO. INTERIOR. NOITE

Na recepção estão Beatriz e Cristiano, Beatriz segurando vários papéis.

CRISTIANO - Ai Bia, essa reunião de hoje foi cansativa.

BEATRIZ - Foi mesmo. Você não precisava ter ido.

CRISTIANO - Eu sempre faço questão de acompanhar meu pai.

BEATRIZ - Ah sim!

Beatriz e Cristiano se esbarram, tudo de Beatriz cai no chão, eles se abaixam e começam a recolher os pertences de Beatriz. Beatriz e Cristiano ao levantarem a cabeça se olham apaixonadamente, a mão de um fica sob a do outro.

CENA 13. LA FRONTIÈRE/ SALÃO. INTERIOR. NOITE

Mário está sentado numa cadeira, o restaurante está lotado, Mário começa a se lembrar.

O assaltante se afasta e aponta a pistola para Mário, o assaltante engatilha a pistola. Esperança sai debaixo da mesa e avança em cima do assaltante. Os dois entram em luta corporal. Beatriz sai debaixo da mesa e se afasta.
ASSALTANTE - Larga essa arma!
ESPERANÇA - Não cara! Solta essa arma e vai embora!
Alcides fica tenso.
ALCIDES - Solta essa arma Esperança!
Esperança toma a arma do assaltante e se joga no chão, o assaltante se aproxima para pegar a pistola.
ESPERANÇA - Não!
Esperança joga a arma para Beatriz pelo chão. Beatriz continua tensa.
ESPERANÇA - Pega a arma!
ASSALTANTE - Você me paga!
O assaltante desfere um tapa no rosto de Esperança que se levanta assim como o assaltante. O assaltante tira um canivete do bolso e aponta para Esperança.
ASSALTANTE - Agora você vai ver!
Beatriz fica extremamente nervosa, assim como todos, mas Beatriz fica mais tensa.
BEATRIZ - Solta a minha prima e deixa o meu chefe em paz!
Beatriz desfere dois tiros no peito do assaltante que cai morto no chão.

Mário se lembra:

MIRTES - Você já pensou que alguém daqui de dentro pode ter envolvimento direto com o assalto e indireto com a morte do Sílvio?

Mário fica intrigado.

MÁRIO - Por incrível que pareça, já.

MÁRIO - A Mirtes pode ter razão.

Pelo salão passa uma funcionária.

MÁRIO - Ludmila, cuida do restaurante pra mim, eu preciso sair?

A funcionária faz que sim, Mário rapidamente sai.

CENA 14. DELEGACIA/ SALA DE ESPERA. INTERIOR. NOITE

Mário está na sala de espera, Mirtes passa por lá, vê Mário e vai até ele.

MIRTES - Sabia que cedo ou tarde viria.

MÁRIO - Eu acho que sei quem pode ser o cúmplice do Sílvio no assalto.

MIRTES - (Interessada) Quem?

MÁRIO - Meu primo Alcides, eu acho que ele foi o cúmplice no assalto.

 

A cena congela em efeitos avermelhados nos rostos de Mário que está pensativo e no de Mirtes que está incrédula.

https://www.youtube.com/watch?v=x_UL-Ud5MPo

 

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO