Capítulo 8

Capítulo 8

Anteriormente em Vendetta...
Eleonora humilha Olavo em publico. Olavo dá uma surra em Eleonora no banheiro da faculdade. Eleonora e Sandro tramam um plano contra Henrique, Alcides e Sandro combinam o plano contra Henrique, Beatriz admite que matou Sílvio e Eleonora ouve tudo pasma.
CENA 1. CASA DE ORLANDO/ COZINHA. INTERIOR. NOITE
ORLANDO - Meu Deus Bia, que barra você deve ter passado!
BEATRIZ - Depois disso eu cai numa profunda melancolia, quase cai em depressão, em algumas vezes pensei até em me matar, começava a chorar do nada sem motivo, quando eu me olhava no espelho eu vi aquele cara morto no chão e eu segurando a arma.
ELEONORA - Com licença, preciso ir no banheiro.
Eleonora sai. Eleonora entra no banheiro e se tranca.
ELEONORA - (Furiosa) Então foi ela! Aquela bandida vagabunda songamonga! Desgraçada, vagabunda!
Eleonora começa a pegar várias coisas do banheiro como shampoo, condicionador, cremes entre outros e arremessar com raiva contra a parede.
ELEONORA - Essa sonsa! Acha que me engana com esse sorisinho cínico! Mas não me engana! Aquela cachorra vai se ferrar.
Eleonora se recompõe e sai do banheiro.
CENA 2. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR, INTERIOR. NOITE
SANDRO - Entra filho... Você deve ser o namorado do meu filho, prazer.
Sandro aperta a mão de Henrique.
SANDRO - Vocês se incomodariam de dar licença a mim e o Alcides, é que nós estamos conversando em particular.
HENRIQUE - Ok.
OLAVO - Tudo bem. Vamos subir.
Olavo e Henrique sobem.
SANDRO - É aquele garoto que tava junto do meu filho... Ele.
ALCIDES - Que seja então!
Olavo e Henrique sobem para o quarto de Olavo.
HENRIQUE - Olavo, vou tomar água tá?
OLAVO - Ok, é lá na cozinha.
Henrique desce as escadas, começa a ouvir a conversa de Sandro e Alcides e se esconde atrás da parede.
ALCIDES - Amanhã eu vou te apresentar o cara que vai te ajudar no plano contra o namorado do seu filho.
SANDRO - Espero que ele seja competente!
ALCIDES - É sim!
HENRIQUE - (Pensamento) Desgraçados! Estão tramando contra mim!
Henrique sobe rapidamente as escadas e entra no quarto de Olavo.
OLAVO - Tomou água?
HENRIQUE - Tomei sim.
CENA 3. CASA DE BEATRIZ. SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE
Esperança está sentada no sofá, Beatriz entra.
ESPERANÇA - Oi prima.
BEATRIZ - Oi Esperança, tudo bem?
ESPERANÇA - Tudo sim, como foi o jantar?
BEATRIZ - Foi bom... Eles me perguntaram porque eu deixei meu emprego anterior e eu respondi.
ESPERANÇA - Você contou a verdade?
BEATRIZ - Sim.
ESPERANÇA - Ah meu Deus!
BEATRIZ - Eles iam saber de um jeito ou de outro! Eu notei que eles ficaram bem pasmos... Principalmente aquela Eleonora, namorada do Cristiano.
ESPERANÇA - Como você se dá com eles?
BEATRIZ - Me dei super bem com todos, até os criados da casa gostaram de mim, mas aquela Eleonora... Não foi muito com a minha cara, e nem eu fui com a dela.
CENA 4. CASA DE ORLANDO/ JARDIM. EXTERIOR. NOITE
Eleonora está furiosa no jardim, Eleonora começa a socar uma árvore.
ELEONORA - Ah que ódio! Secretariazinha maldita! Ela quer roubar meu namorado que eu sei, ela matou meu irmão. O homem que eu mais amava nessa vida! Diaba! Mas deixa estar... Tudo nessa vida tem volta, inclusive o que a espera. Songamonga, songamonga, você não perde por esperar!
CENA 5. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE/ DIA
Amanhece na cidade, um dia caloroso e quente onde a cidade segue seu ritmo normalmente.
CENA 6. FLAT. SUÍTE DE NATACHA. INTERIOR. DIA
Natacha está em seu flat semi nua se vestindo.
NATACHA - É hoje que vou amarrar o Marcelo à mim.
CENA 7. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA
Olavo vai até a sala de estar.
OLAVO - Pai, depois que o Henrique foi embora por que o senhor não me acordou?
SANDRO - É que eu quero que você volte pra cá filho. Eu quero que você volte a morar aqui, na sua casa.
OLAVO - Sério?
SANDRO - Sim.
Olavo e Sandro se abraçam.
OLAVO - E minha irmã, o que aconteceu com ela que ela tá com o rosto quase desfigurado?
SANDRO - Segundo ela, ela caiu no chão e quebrou a cara.
OLAVO - Ah sim. (Pensamento) Por que será que a minha irmã me protegeu?
CENA 8. FACULDADE/ SALA DE AULA. INTERIOR. DIA
Natacha e Esperança estão na sala de aula que está vazia.
NATACHA - Oi Esperança.
ESPERANÇA - Oi professora.
NATACHA - Pode parar! Fala meu nome pô.
ESPERANÇA - Ah sim, vou começar de novo: Oi Olivia.
NATACHA - Natacha!
ESPERANÇA - Que seja... Você tem certeza que vai continuar com essa vingança? Não é mais fácil denunciar o Marcelo pelos crimes que ele cometeu?
NATACHA - Rico nesse país não vai preso e depois se denunciar ele eu vou pra cadeia junto. Ou você já esqueceu que eu matei uma pessoa?
ESPERANÇA - Nessa história eu realmente não sei quem é o vilão e o mocinho.
NATACHA - Eu sou inocente!
ESPERANÇA - Você matou aquela pessoa pra se vingar dela?
Natacha fica muda. Marcelo entra na sala.
ESPERANÇA - Olá diretor!
NATACHA - Oi diretor Marcelo.
MARCELO - Oi pessoal. (Para Esperança) Esperança, pode nos dar licença por favor?
ESPERANÇA - Claro diretor.
Esperança sai olhando para Natacha.
MARCELO - Vou direto ao assunto: Eu to apaixonado por você, eu quero namorar com você.
NATACHA - Eu aceito.
Marcelo e Natacha se beijam.
CENA 9. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA
Eleonora entra na casa de Sandro, olhando de um lado para o outro.
ELEONORA - Oi pai, o Olavo tá aqui?
SANDRO - Não, saiu pra fazer compras. O coitado tá todo feliz com o pai supostamente aceitá-lo.
ELEONORA - Ele não desconfiou de nada?
SANDRO - Absolutamente nada! Caiu feito um pato.
ELEONORA - Bom saber. Tomara que nosso plano de certo, porque se não der estamos ferrados!
SANDRO - Vai dar certo, acredite.
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CENA 10. CASA DE ORLANDO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA
Orlando está na sala de estar se arrumando, Cristiano desce as escadas e entra na casa.
ORLANDO - Oi Cristiano.
CRISTIANO - Oi pai. Acabei de chegar da faculdade e já me troquei.
ORLANDO - Ah sim.
CRISTIANO - Pai, a Beatriz é uma boa funcionária?
ORLANDO - Sim, uma ótima funcionária, eu gosto muito dela.
Cristiano tenta disfarçar o ciúme. Orlando repara.
ORLANDO - Gosto muito dela... Como funcionária.
CRISTIANO - Ah sim.
ORLANDO - E eu noto que ela também gosta de você Cristiano.
CRISTIANO - Que conversa é essa pai?
ORLANDO - Eu sei que você gosta dela... Eu faria muito gosto num namoro dos dois.
CRISTIANO - Mas eu namorando a Eleonora! Eu tenho um compromisso com ela, ela perdeu um filho meu.
ORLANDO - Pra mim aquilo foi golpe da barriga... Isso se realmente aquele filho era seu...
CRISTIANO - Para de falar assim dela!
ORLANDO - Ela merece Cristiano, acredite, sua namorada não presta.
CENA 11. LA FRONTIÈRE/ SALÃO. INTERIOR. DIA
Mário está sentado numa mesa, pensativo. Mario se lembra:
MIRTES - Ou melhor, eu vim perguntar. Você já pensou que alguém daqui de dentro pode ter envolvimento direto com o assalto e indireto com a morte do Sílvio?
Mário fica intrigado.
MÁRIO - Por incrível que pareça, já.
MÁRIO - Se aquele assaltante pé de chinelo tem um cúmplice, eu sei quem é.
CENA 12. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA/ TARDE
Entardece em São Paulo, um quente começo de tarde toma conta da capital paulista.
CENA 13. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA
Eleonora e Sandro estão na sala de estar conversando no sofá, Alcides entra acompanhado de um homem.
ALCIDES - Como eu prometi... O Álvaro, o homem que vai fazer nosso servicinho.
A cena congela em efeitos avermelhados no rosto de Sandro com cara de satisfação ao olhar o tal homem.
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CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO