Capítulo 42

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Anteriormente em Vendetta...

A cirurgia de Esperança é um sucesso, Esperança diz para Rafael que foi Joana que tentou atropelá-la mas ele não acredita, todos depõem sobre o tiro que Eleonora tomou, todos mentem nos depoimentos sobre algo, Eleonora se encontra com uma funcionária do La Frontière que contratou para depor contra Beatriz, Eleonora foge da casa de Olavo e vai para uma nova casa mais simples, Eleonora pega um disfarçe e um vidro contendo algo e fica com um semblante enigmatico

CENA 1. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA/ TARDE

O sol começa a brilhar mais forte, algumas horas se passam e a tarde cai.

CENA 2. FINANCEIRA/ RECEPÇÃO. INTERIOR. TARDE

Cristiano está na recepção organizando algumas pastas, até que Beatriz sai do escritório e vai até a recepção.

BEATRIZ - Vamos Cristiano?

CRISTIANO - Sim tudo pronto.

Eleonora passa na porta da financeira disfarçada totalmente com uma caixa de exopor. Ela entra com a caixa.

ELEONORA - Moço, o senhor por favor pode comprar um chá mate pra mim, é pra sustentar minha filha doente seu moço, por favor.

CRISTIANO - Compro sim, pode deixar.

Cristiano dá uma note de 5 reias para Eleonora que lhe entrega uma lata de refrigerante adulterada.

CRISTIANO - Pode ficar com o troco.

ELEONORA - Deus lhe abençoe.

Eleonora dá um sorisso sarcástico e entra em seu carro, partindo. Cristiano abre o refrigerante e toma. Imediatamente ele coloca a lata em cima do balcão e começa a sentir-se tonto. Beatriz entra e estranha.

BEATRIZ - Cris, tudo bem?

CRISTIANO - Bia, eu... Eu não... Eu não to me sentindo bem.

Cristiano cai totalmente desacordado. 

https://www.youtube.com/watch?v=FzvhDizVlI4

Beatriz fica totalmente assustada. Beatriz corre e começa a acudir Cristiano.

BEATRIZ - Meu amor, acorda!

Orlando vai até a recepção e se choca ao ver Cristiano naquele estado.

ORLANDO - O que aconteceu?

BEATRIZ - Não sei! Cheguei aqui ele tava assim!

ORLANDO - Temos que levá-lo pro hospital urgente!

Beatriz se levanta tremula e liga para ambulância.

BEATRIZ - Alo, é do Samu? Pelo amor de Deus venham logo meu namorado passou mau do nada, ele está muito mau venham pelo amor de Deus!

Beatriz leva a mão a cabeça desesperada.

CENA 3. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. TARDE

A tarde continua linda como sempre, cada vez mais quente e agitada.

CENA 4. HOSPITAL/ QUARTO DE CRISTIANO. TARDE

Cristiano está tomando soro recém acordado. Beatriz e Orlando estão ao lado conversando com o médico segura uma embalagem lacrada com o conteúdo estomacal de Sandro, ao fundo  do quarto uma enfermeira observa tudo.

MÉDICO - Pelo que podemos observar de uma análise extremamente prévia do conteúdo estomacal que coletamos ele foi envenenado.

BEATRIZ - Eleonora!

MÉDICO - Mas seja quem for que envenenou ele só queria dar um susto, não foi pra matar, o veneno não é conhecido mas não é nada muito pesado, se fosse ele não estaria conosco agora.

ORLANDO - Meu filho vai ficar bem doutor?

MÉDICO - Vai sim, voltar ao normal, mas ele vai ter que tomar uns laxantes que eu vou passar pra ele.

CRISTIANO - Ufa!

BEATRIZ - Como que você foi envenenado?

CRISTIANO - Chegou uma mulher lá com um exopor e me vendeu uma lata de refrigerante, ela me ofereceu, eu comprei.

BEATRIZ - Ela tava disfarçada, óbvil, mas você viu algo nela que chamasse atenção?

CRISTIANO - Nada, absolutamente. Perai, eu me lembro, de algo que eu vi pouco antes de tomar o refri, o salto agulha. A Eleonora é fã de salto agulha!

BEATRIZ - Só pode ter sido ela! Mas ela vai pagar por tudo o que tá fazendo, ah se vai!

O celular de Beatriz vibra, ela percebe que é uma mensagem de Eleonora. Ela abre e começa a ler. "Saia do quarto do Cristiano sozinha e vá para o corredor agora, retorno contato". Orlando e Cristiano notam que Beatriz fica estranha ao ler o SMS.

BEATRIZ - Com licença, vou ali tomar uma água.

CRISTIANO - Espera...

Beatriz sai rapidamente e vai para o corredor que está praticamente vazio. Logo a enfermeira sai sorrateira do quarto. Beatriz fica algum tempo no corredor até que chega uma nova mensagem. Beatriz, tensa, abre e começa a ler.

BEATRIZ - "Gostou do refrigerante que eu dei ao seu namoradinho? É uma pena que você não provou né? Mas merecia, isso foi pra você ver que eu posso fazer o que eu quiser com quem eu quiser e quando eu quiser. Toma cuidado Beatriz, vai que sei lá, vasilina, ou qualquer outro veneno seja injetado por acidente na veia do Cristiano? Se você quer impedir que um acidente fatal aconteça com seu namoradinho é bom você voltar pra esse quarto e terminar seu romance com o Cristiano agora e sair dessa sala, não diga causa nem nada, só termine com ele. E depois saia do hospital, e entre num taxí, um fiat uno vermelho. Você não tem opção e eu sinceramente acharia uma pena disperdiçar um corpinho tão bonito como o do Cristiano com as formigas debaixo da terra. Não pague pra ver Beatriz, eu ainda não te mostrei tudo o que eu sou capaz."

Beatriz gela assustada. A enfermeira que estava no quarto está ao lado de Beatriz a observando.

CENA 5. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. TARDE

Melisa está apavorada andando de um lado para o outro, até que Sandro entra na casa.

MELISA - Que bom que você chegou Sandro!

SANDRO - Por que me mandou me liberarem mais cedo da ONG? (Sarcástico) Você e o viadinho precisam de mim pra matar uma barata?

MELISA - A Eleonora, ela fugiu!

SANDRO - (Sarcástico) NOVIDADE! Você quer que eu faça o quê?

MELISA - Onde ela está? Eu sou mãe dela tenho o direito de saber.

SANDRO - Você ficou afastada dela por mais de 10 anos e ainda quer te considere MÃE?

MELISA - Eu fui obrigada por você!

SANDRO - Isso não importa, o que importa é que eu não sei onde ela está, ela tentou me levar com ela, mas eu recusei, afinal eu vou ficar aqui pra destruir você e o viadinho, ah se vou! Mas... Eu vendo uma dica por 1000 reais.

MELISA - Você enloqueceu? Você vai vender uma informação sobre a sua filha por 1.000 reias!?

SANDRO - Tá bom, então, não falo.

Melisa pega a carteira e dá para Sandro com tudo o que tem dentro.

MELISA - Fala logo! Que maldita dica é essa?

SANDRO - A Eleonora tem uma cúmplice, chamada Joana, ela mora num hotelzinho aqui perto, ela deve saber.

MELISA - Onde é esse hotel?

CENA 6. HOTEL/ SUÍTE DE RAFAEL. INTERIOR. TARDE

Rafael entra na suíte dele e entra em seu quarto, Joana sai do banheiro e vai para a sala, começando a folear uma revista, um tanto entediada. Ela nem percebe que Rafael chegou. O pensamento de Joana está longe, até que a campainha toca. Rafael se levanta para atender e sai do quarto, Joana atende, Rafael fica no quarto. Melisa está na porta.

JOANA - Melisa! Você aqui? Quem te deu meu endereço?

MELISA - Eu também tenho meus contatos, Joana eu quero saber onde minha filha se meteu.

JOANA - Eu vou saber pra onde a Eleonora se mudou.

MELISA - Eu sei que você sabe e é bom você me contar, senão todos vão saber que além de ser cúmplice da Eleonora quem atropelou a irmã do Henrique foi você!

Rafael entra na sala chocado.

RAFAEL - Então é verdade Joana! Tudo não passou de uma farça! Você é uma bandida!

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JOANA - Eu posso explicar!

MELISA - Onde tá a Eleonora?

JOANA - EU NÃO VOU TE CONTAR! Você entendeu? Some daqui.

MELISA - Você Joana pode tentar o quanto quiser, mas você NUNCA vai ser o que a Eleonora é, nunca vão ter tanto medo de você quanto têm da Eleonora. Você não passa de uma capacha, de um copinho descartável como a Eleonora já teve muitos, ela usa, usa, usa quando não dá mais pra usa ela amassa e joga fora. E assim vai ser com você Joaninha.

Melisa sai. Rafael continua encarando Joana.

RAFAEL - Como você pode explicar isso hein? Tentar matar a Esperança? O que mais você fez?

JOANA - Isso é mentira, eu não fiz nada disso, essa mulher tá louca, ela não bate bem da cabeça.

RAFAEL - CHEGA! Chega de mentira! Eu passei a vida toda achando que minha irmãzinha mais nova era uma verdadeira santa, injustiçada por todos! Mas você sempre foi uma bandida, bem que papai me alertou que você não era toda essa santa que a maioria que você enganava achava. Mas você não passa de uma VAGABUNDA!

Joana dá um tapa com força no rosto de Rafael e começa a chorar.

JOANA - VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FALAR ASSIM COMIGO! Sua anta! E quer saber mais? Eu te enganei mesmo e daí? Vai fazer o que comigo? Nada, sabe por quê? Você não tem inteligencia, você não é homem suficiente. Você é um troxa que nem o Henrique! Eu achava que a pessoa mais fácil de se manipular fosse o Henrique, mas você... Se ele é um idiota, pelo menos, bem lá no fundo ele tem um cerébro, diferente de você que eu enganei durante mais de 20 anos e você nunca desconfiou. Com minha carinha de anja, também, nem precisa ser inteligente pra manipular UM ASNO COMO VOCÊ!

Rafael pega Joana e joga no sofá furioso começa a apertar os braços dela.

JOANA - Tá me machucando, me solta!

RAFAEL - Você vai se ferrar sua vagabunda! Agora eu vejo quem você é de verdade! Eu vou te entregar pra polícia e você vai pagar por tudo na cadeia!

Rafael vai embora, Joana fica bastante tensa.

CENA 7. HOSPITAL/ QUARTO DE CRISTIANO. INTERIOR. TARDE

Beatriz entra tentando disfarçar que está totalmente arassada. Beatriz se aproxima de Cristiano.

CRISTIANO - Meu amor, o que foi?

BEATRIZ - Eu... (Respirando fundo) Nós precisamos terminar Cristiano.

CRISTIANO - O quê?

BEATRIZ - Isso, Cristiano, nós precisamos terminar. Adeus.

ORLANDO - Beatriz, o que tá acontecendo?

Beatriz sai arassada, a enfermeira sai atrás. A enfermeira acompanha Beatriz apontando um canivete para ela andando atrás de Beatriz.

ENFERMEIRA - Vamos saindo e bem caladinha senão te passo a faca aqui mesmo.

Beatriz continua andando tensa. No quarto Orlando estranha.

ORLANDO - Perai, algo estranho aconteceu! Pode ter certeza! A Beatriz tomou essa decisão do nada? E com você nesse estado? Perai, ele recebeu uma mensagem e saiu daqui, ela ficou muito estranha depois disso.

CRISTIANO - Pai, vai atrás dela pra mim por favor!

ORLANDO - Pra ontem!

Orlando corre atrás de Beatriz, olha de um lado para o outro até que vê Beatriz quase saindo. Orlando corre atrás. Beatriz vai até um taxí uno vermelho. A porta se abre e dela sai Eleonora.

BEATRIZ - Aqui estou eu, Eleonora.

CENA 8. FLAT/ SUÍTE DE RAFAEL. INTERIOR. TARDE

Joana está aflita arrumando as malas, desavesando todas as roupas e jogando na mala. Ela fecha uma mala, revira a casa, pega todos os objetos de valor e portáteis que vê pela frente: celurares, notebooks, tablets, carteiras, dinheiro guardado, jóias, etc. Depois de arrumar tudo, ela senta-se no sofá e respira fundo. Ela pega uma folha e uma caneta e começa a escrever.

CENA 9. RUA. EXTERIOR. TARDE

BEATRIZ - Vai logo Eleonora, acaba com o serviço, me mata de uma vez.

ELEONORA - Quem disse que eu quero te matar hein Beatriz? Não agora. Vou falar só uma única vez: ENTRA NO CARRO! No banco do motorista.

Beatriz entra no carro. Logo Orlando chega e vê Beatriz entrando no carro. A enfermeira volta para dentro do hospital.

ELEONORA - Liga pro Orlando e diz que você tá fugindo com medo de ser presa pelo julgamento.

BEATRIZ - Nem pela minha vida. Pode me matar, mas isso eu não faço.

Eleonora pega o celular e mostra para Beatriz uma mensagem, segurando o celular e quase precionando a tecla de enviar.

ELEONORA - Eu ainda posso matar o Cristiano, se eu apertar essa simples teclinha a enfermeira recebbe uma mensagem instruindo-a a matar o Cristiano, então Beatriz?

BEATRIZ - Eu te odeio Eleonora.

Eleonora pega o celular de Beatriz e disca para Orlando. Segurando o celular para Beatriz.

BEATRIZ - Alo, seu Orlando eu só to ligando pra avisar que eu to fugindo! Eu to com medo de ser presa e não a nada que eu possa fazer eu sei que vou ser condenada! Eu não vou pra cadeia pela morte do Sílvio, adeus.

ORLANDO - Beatriz...

Eleonora desliga o celular.

ELEONORA - Boa menina!

Eleonora põe o celular no banco, Beatriz pega o celular escondido e com uma das maõs atrás do banco enquanto dirige, ela digita SOS, depois ela dá uma rápida espiada no celular e digita o número de Orlando, ela envia a mensagem.

CENA 10. HOSPITAL/ CORREDOR. INTERIOR. TARDE

Orlando recebe a mensagem de Beatriz e lê estranhando.

ORLANDO - (Pensamento) Isso tudo tá muito estranho! Ela termina com o Cristiano do nada, me liga pra avisar que tá fugindo e em seguida me manda uma mensagem mau escrita pedindo socorro? Vou chamar a polícia!

CENA 11. DELEGACIA/ SALA DO DELEGADO. INTERIOR. TARDE

Martins está olhando para alguns inquéritos, até que a porta bate. Mirtes entra com Rafael.

MIRTES - Esse homem veio dar um depoimento sobre o que aconteceu com a Esperança.

MARTINS - Claro, entra e sente-se por favor.

Rafael se senta tenso.

RAFAEL - Bom, eu sei que vocês já sabem que quem atropelou a Esperança foi uma mulher com cabelos morenos. E essa mulher que atropelou a Esperança foi sim a mando da Eleonora, foi a minha irmã, Joana.

MIRTES - E como chegou a isso?

RAFAEL - Eu juntei tudo, o vídeo que eu sabia, a Esperança dizendo que foi ela e a mãe da Eleonora a acusando, depois ela teve a coragem de confessar na minha cara que ela fez isso.

MARTINS - Onde ela está?

RAFAEL - Eu a deixei no hotel.

MIRTES - Vamos lá agora!

Logo o celular de Mirtes toca, ela atende.

MIRTES - Alo, quem fala?

ORLANDO - Sou eu, Orlando, o pai do Cristiano. Eu tenho uma denúncia pra fazer.

MIRTES - Que denúncia?

ORLANDO - A Beatriz, ela está supostamente fugindo. Vocês precisam ir atrás dela é uma questão de vida ou morte!

MIRTES - Ok, estamos indo pra ontem!

Mirtes desliga o celular.

MIRTES - BOMBA: Beatriz está fugindo de carro!

RAFAEL - O quê? A Beatriz fugir?

MARTINS - Perai, você conhece a Beatriz?

Todos se entreolham intrigados.

MIRTES - E agora Martins, pra onde vamos?

MARTINS - Mandamos uma equipe ao hotel e vamos atrás da Bia!

MIRTES - Você espera aí.

Mirtes e Martins saem correndo.

CENA 12. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. TARDE/ FIM DE TARDE

O sol vai se escondendo bastante, uma chuva começa a cair e um típico friozinho vem. A cidade segue seu ritmo.

CENA 13. RODOVIA PRESIDENTE DUTRA/ CARRO. INTERIOR. FIM DE TARDE

Beatriz e Eleonora entram na dutra, tensas, acelerando os carros.

BEATRIZ - Você tá me levando pra fora de São Paulo ou é impressão minha?

ELEONORA - CALA A BOCA! E anda logo vadia!

BEATRIZ - Você é uma psicopata Eleonora, você precisa de tratamento.

ELEONORA - CALA A MALDITA BOCA E ANDA LOGO!   

BEATRIZ - A polícia já deve tá vindo aqui atrás, ferrou Eleonora, nem tenta!

ELEONORA - É isso mesmo que eu quero.

Logo ouve-se sirenes de polícia atrás do carro. Eleonora fica tensa.

BEATRIZ - Elas vão nos pegar Eleonora, desiste!

ELEONORA - Elas vão nos pegar? Eu? Você acha mesmo que eu vou me ferrar? Quem confessou uma fuga foi você, quem está no volante é você Beatriz!

Começa uma perseguição na rodovia.

BEATRIZ - Vamos nos entregar, eu paro o carro, até confesso uma tentativa de fuga, mas vamos parar Eleonora por favor!

ELEONORA - NÃO! Dirige logo songamonga! Senão o Cristianinho morre, ouviu?

Um dos policiais do carro tira uma arma do carro e mira bem no pneu de Beatriz.

MIRTES - Não! Seu louco, a rodovia tá lotada!

O policial mal ouve Mirtes e dispara contra o carro de Eleonora. Beatriz perde a direção e o carro começa a rodopiar na pista descontrolado. Beatriz tenta controlar mas o carro começa a capotar no meio da pista. Beatriz e Eleonora começam a ser arremessadas contra os vidros e Beatriz até acaba perdendo os sentidos momentaneamente, Eleonora bate a cabeça no parabrisa e solta o celular que cai no chão e acaba batendo na tecla do meio de enviar a mensagem que é enviada.

CENA 14. HOSPITAL/ CORREDOR. INTERIOR. FIM DE TARDE

A enfermeira recebe a mensagem de Eleonora em seu celular. Ela entra num quarto e tira uma ceringa de vasilina. Ela sai com a ceringa. Ela vai até o quarto de Cristiano que está dormindo, Orlando está ao lado.

ORLANDO - O soro não acabou, vai injetar de novo?

ENFERMEIRA - É um remédinho pra ele dormir... (Pensamento) Dormir eternamente só se for.

A enfermeira injeta a vasilina junto ao soro, a vasilina começa a pingar a enfermeira sai correndo do quarto, Orlando estranha. Orlando sai correndo atrás no corredor e até que acha o Médico.

ORLANDO - Doutor, tinha alguma medicação pra aplicar agora no meu filho?

DOUTOR - Não, por quê?

ORLANDO - Ah meu Deus! Injetaram veneno no meu filho!

O Doutor e Orlando começam a correr em direção ao quarto de Cristiano.

CENA 15. RODOVIA PRESIDENTE DUTRA/ CARRO. INTERIOR. FIM DE TARDE

O carro para de capotar e acaba parando na beira de um barranco, prestes a capotar novamente. Beatriz recupera os sentidos.

BEATRIZ - (Gritando) Socorro! Me tirem daqui!

ELEONORA - Acabou Beatriz, acabou pra nós duas!

O carro começa a capotar barranco abaixo. O carro de tanto capotar acaba parando virado para baixo. Começa a escorrer gasolina.

BEATRIZ - (Berrando desesperada) Eu quero sair daqui!

ELEONORA - Não adianta mais! Nós duas vamos queimar no fogo do inferno!

 

A cena congela em efeitos avermelhados nos rostos de Beatriz, desesperada e no de Eleonora machucada.

https://www.youtube.com/watch?v=x_UL-Ud5MPo

 

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO