Capítulo 41

Últimas semanas

Anteriormente em Vendetta...
Beatriz recebe a notícia de que Esperança está internada por causa do atropelamento, Eleonora fica feliz ao saber que Joana já executou o serviço, Mirtes e Martins passam a investigar o atropelamento contra Esperança, Sandro se consulta com um psicóloga, Joana comemora achando que já matou Esperança, A Médica informa a Henrique e Beatriz que Esperança irá para cirurgia, Eleonora diz a Marcelo que Natacha não é quem ele pensa, Eleonora pede a Marcelo que lhe deixe na faculdade para marcar um encontro com Beatriz a sós, Eleonora chama Beatriz para faculdade, Beatriz chega na faculdade e encara Eleonora, as luzes da faculdade se apagam do nada e ouve-se passos, quando ela acende Eleonora está baleada no ombro.
CENA 1. HOSPITAL/ QUARTO DE ESPERANÇA. INTERIOR. TARDE
A Médica coloca gel no disfribilador e dá o terceiro choque em Esperança, os batimentos de Esperança reagem. Todos vibram.
MÉDICA - (Aliviada) Ufa! Se normalizaram os batimentos, vamos mandá-la pra sala de cirurgia, ela vai ficar bem!
Os Médicos levam a maca em direção a sala de cirurgia.
CENA 2. FACULDADE/ CORREDOR. INTERIOR. TARDE
Eleonora e Beatriz continuam em choque. A porta da faculdade abre, Marcelo entra e estranha ao ver a cena.
MARCELO - O que tá acontecendo aqui?
BEATRIZ - A Eleonora! Ela tentou me matar e acabou acertando ela mesma!
ELEONORA - MENTIRA! Ela tentou me matar, assassina!
MARCELO - Vou chamar a polícia!
Marcelo pega o celular e liga para Mirtes.
MARCELO - Alo Mirtes, aqui quem fala é Marcelo Mercedes.
MIRTES - Oi Marcelo, qual foi a desgraça agora?
MARCELO - Entro no prédio da minha faculdade e encontro Eleonora com o tiro no ombro, e Beatriz ao lado e ambas segurando uma arma.
MIRTES - Fica aí e já estamos indo pra aí, pega a arma COM LUVAS e afaste das duas, chame uma ambulância também.
MARCELO - Ok.
Marcelo fica pensativo. Ele vai até Beatriz e Eleonora e tira a arma delas com a mão.
MARCELO - Já volto, vou guardar a arma. E fiquem aí as duas, a polícia já ta vindo.
Marcelo entra em sua sala, tira um pano de sua gaveta e começa a passar em toda a arma, tirando as impressões digitais. Logo após, ele coloca a arma em cima da mesa. Marcelo abre um sorisso misterioso e sai da sala. Marcelo vai até o corredor. Beatriz continua ao lado de Eleonora, Marcelo leva consigo um kit de primeiros socorros, ele liga para a ambulância e começa a prestar os primeiros socorros à Eleonora.
ELEONORA - Ah que dor! É pra prestar primeiros socorros, não tirar a bala com a mão!
MARCELO - Eleonora, fica quietinha aí tá? E não complica mais a sua vida não.
CENA 3. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. TARDE/ NOITE
Música: Scream - Usher
Logo o sol se põe, a tarde cai, os carros, ônibus e pessoas caminham no sentindo contrário de volta ao aconchego de seus lares, enquanto outros fazem o caminho oposto agitando a noite paulistana.
CENA 4. HOSPITAL/ CORREDOR. INTERIOR. NOITE
Henrique, Natacha e Rafael estão aflitos de um lado para o outro tensos, até que veem a médica de Esperança sair da sala de cirurgia, todos correm até ela aflitos.
HENRIQUE - Doutora...
NATACHA - E a Esperança?
DOUTORA - Podem comemorar, a cirurgia foi um sucesso! Amanhã ela terá alta.
Natacha e Henrique se abraçam, na emoção Henrique e Rafael também se abraçam, mas logo se largam fingindo que nada aconteceu.
RAFAEL - Doutora, ela tá acordada? Podemos vê-la?
DOUTORA - Acordou sim e podem vê-la, com tanto que sejam breves e não a façam fazer muito esforço.
NATACHA - Ok.
Natacha, Henrique e Rafael entram no quarto de Esperança.
RAFAEL - Que bom que você tá bem Esperança! Eu achei que você tava morta... A Joana disse que...
ESPERANÇA - Claro que a Joana achava que eu tava morta, foi ela mesma quem me atropelou.
RAFAEL - Tá falando do quê?
ESPERANÇA - Exatamente isso, a santa da sua irmã foi quem tentou me matar.
RAFAEL - Não, a Joana jamais faria isso!
HENRIQUE - Se não foi a Eleonora só pode ter sido ela Rafael, cai na real. Ela é cúmplice da Eleonora!
RAFAEL - Minha irmã não tem nada a ver com isso.
ESPERANÇA - Pede a polícia as fitas das câmeras de vigilancia!
RAFAEL - Deixa isso com a justiça, ela é quem vai resolver isso, mas o importante é que você está bem!
Rafael, Natacha e Henrique abraçam Esperança.
ESPERANÇA - Perai, e a Bia, por que ela não tá aqui?
Natacha e Henrique se olham tensos.
CENA 5. DELEGACIA/ SALA DO DELEGADO. INTERIOR. NOITE
Beatriz está depondo na delegacia sobre o que aconteceu com Eleonora.
MIRTES - O que aconteceu Beatriz com a Eleonora? Conte-nos tudo desde o começo?
BEATRIZ - Ok, tudo começou eu tava no hospital, recebi a mensagem da Eleonora e sai do hospital, foi pra faculdade, entrando lá eu encontrei a Eleonora, ela levava algo atrás da mão. Daí as luzes apagaram, supostamente do nada, eu ouvi o tiro e me aproximei da Eleonora, ouvindo passos, acho que eram dela. Eu coloquei a mão na arma e me assustei, a luz acendeu e eu só vi a Eleonora baleada também com a mão na arma.
MARTINS - Estava tudo escuro, pode ter sido qualquer um que atirou, você avisou a alguém que estava indo encontrar a Eleonora.
BEATRIZ - (Mentindo) Não, eu não avisei ninguém seu delegado.
MARTINS - Certeza?
BEATRIZ - Absoluta.
MIRTES - E sua bolsa? Você levou ela mas não a encontramos. O que aconteceu?
Beatriz se lembra:
Eleonora é posta na maca pelos paramédicos que a tiram do corredor, Marcelo acompanha Eleonora na maca preocupado. Beatriz olha para sua bolsa, logo ela pega sua bolsa e sai do prédio com ela sem que Marcelo, Eleonora e os paramédicos percebam. Ela vai até seu carro, abre o porta-luvas e esconde a bolsa lá dentro.
BEATRIZ - A minha... Bolsa, eu não levei pra lá.
MIRTES - Certeza?
BEATRIZ - Absoluta, a bolsa ficou no hospital, com o Henrique.
MARTINS - Ok então, já fez o exame de pólvora?
BEATRIZ - Sim.
Eleonora já está depondo, com o ombro enfaxado.
MARTINS - Eleonora, conte-nos o que aconteceu ok?
ELEONORA - A Beatriz me chamou pra ir na faculdade com a intenção de me matar, eu fui lá achando que ia me acertar com ela, mas daí depois, ela apontou a arma pra mim e atirou no meu ombro, eu cai no chão, ela foi com a arma pra cima de mim e ia atirar na minha cabeça, aí eu dei sorte que o Marcelo chegou!
MARTINS - Por que você se recusou a fazer o exame de pólvora inicialmente?
ELEONORA - Porque achei isso um abuso! Vocês duvidando da minha palavra.
Marcelo já está depondo.
MARTINS - Conte como foi que tudo aconteceu.
MARCELO - Eu estava nos arredores da faculdade, quando vi a Beatriz entrando, a Eleonora eu não vi entrar. Eu ouvi apenas o tiro, e aí eu corri pra lá pra ver, quando entrei, vi a Eleonora baleada no ombro, a Beatriz agachada com a arma do crime na mão junto com a Eleonora que também tava com a arma. Eu peguei a arma e levei pra minha sala após ligar pra vocês, liguei pra uma ambulância e prestei os primeiros socorros à Eleonora.
MIRTES - Sabe o que é estranho? Na arma não tinha nehuma digital.
MARCELO - Vai ver quem atirou usou luvas.
MIRTES - Vai ver você atirou, deixou a arma cair e limpou as digitais, afinal mesmo que uma das duas tivessem atirado, ambas estavam com as mãos na arma e não adianta você dizer que deve ter visto errado porque ambas confirmaram essa versão.
CENA 6. CASA DE ORLANDO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE
Orlando e Cristiano estão tensos na sala de estar, assistindo televisão, até que a campainha toca, Cristiano se levanta e atende Beatriz. Ele respira aliviado ao vê-la e a abraça apaixonado.
CRISTIANO - Meu amor, que bom que você tá bem, achei que algo tinha acontecido com você! Eu ouvi dizer que você foi na faculdade encontrar a Eleonora e alguém tomou um tiro no ombro! Tava aqui agoniado.
ORLANDO - Eu disse que era a Eleonora que tinha tomado o tiro.
BEATRIZ - Como o senhor sabe?
ORLANDO - (Desconversando) As notícias correm.
CRISTIANO - Foi você que atirou na Eleonora?
BEATRIZ - Vontade não faltou, mas infelizmente não fui eu não. Foi ela mesma que atirou nela pra me incriminar!
CRISTIANO - Hum.
CENA 7. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE
Eleonora entra se senta no sofá, pensativa, Henrique entra na sala sorridente olhando para Eleonora.
HENRIQUE - O ombro tá doendo muito Eleonora?
ELEONORA - O que você acha?
HENRIQUE - Acho que quem fez isso com você devia ter atirado logo na cabeça!
ELEONORA - Sua priminha infelizmente não conseguiu o que queria!
HENRIQUE - Nós sabemos que não foi a Beatriz que fez isso, pode ter sido você, o assassino do Alcides, seja quem for.
ELEONORA - Você tá insinuando que foi o assassino do Alcides?
HENRIQUE - Quem sabe?
ELEONORA - Eu ponho minha mão no fogo que não foi o assassino do Alcides que fez isso comigo, isso eu te garanto.
Eleonora recebe uma ligação. Ela atende o celular.
ELEONORA - Com licença.
Eleonora pega o celular e vai até seu quarto, ela atende o celular.
ELEONORA - Alo, é você, tudo sim, eu to indo aí, fica no mesmo lugar de sempre.
Eleonora desce as escadas misteriosa com uma bolsa e sai da casa, deixando Henrique intrigado.
CENA 8. BECO. EXTERIOR. NOITE
Uma funcionária, Ludmila, sai do La Frontière escondida, olhando para todos os lados, não vendo ninguém ela entra no beco e encontra Eleonora que segura um maço de dinheiro.
ELEONORA - Esse dinheiro aqui Ludmila é pra você dizer aquilo que combinamos no julgamento da Beatriz.
A funcionária Ludmila abre e fica encantada ao ver os maços de dinheiro.
ELEONORA - De onde saiu esse tem muito mais. E se bobear já sabe, acabo com você!
Ludmila volta tensa para o restaurante, na travessia quase é atropelada por um carro que buzina passando em alta velocidade. Ludmila, entra de volta ao La Frontière.
MÁRIO - Onde estava Ludmila?
LUDMILA - Eu... Eu fui jogar o lixo fora.
CENA 9. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE/ DIA
A lua e as estrelas aos poucos vão sumindo, dando lugar a claridade que leva consigo um sol que nasce ainda tímido, que logo brilha forte na capital marcando o surgimento de um novo dia.
CENA 10. FACULDADE/ SALA DE AULA. INTERIOR. DIA
Natacha entra na sala de aula, os alunos ficam felizes em vê-la. Entre eles, na sala estão Esperança e Henrique.
ALUNO - Que bom que você prof! As aulas de sociologia com aquela substituta são bem sem sal. Mas por que a senhora ficou esse tempo fora?
NATACHA - Te contei não? Eu to grávida! E também todo aquele escândalo do Marcelo, não sei nem como eu tive coragem de voltar aqui.
ALUNO - Eu só fiquei aqui depois do escândalo porque o seu Marcelo baixou e muito a mensalidade pros alunos ficarem e mesmo assim uma penca de gente saiu.
CENA 11. FINANCEIRA/ RECEPÇÃO. INTERIOR. DIA
Beatriz entra na recepção da financeira, Orlando e Cristiano já estão lá.
BEATRIZ - Bom dia pessoal!
ORLANDO - Bom dia Bia.
CRISTIANO - Novidades?
BEATRIZ - Nenhuma.
CRISTIANO - Pai, hoje eu e a Beatriz podemos sair mais cedo, temos que falar com o doutor Luciano pra saber as novidades do caso, faltam apenas 1 semana pro julgamento.
ORLANDO - Claro que podem!
BEATRIZ - Obrigado seu Orlando.
CENA 12. CASA DE OLAVO/ QUARTO DE ELEONORA. INTERIOR. DIA
Eleonora está acordada com as malas na cama.
ELEONORA - Não acredito que to saindo dessa mansão por causa do traste do Henrique, mas é melhor porque esse viado e minha mãezinha tem que parar de atrapalhar meus planos!
Eleonora pega todas as malas e sai do quarto. Eleonora deixa as malas na sala de estar e vai até o porão. Ela acorda Sandro.
ELEONORA - Pai, eu to me mandando daqui, aproveitando que a casa tá vazia, vem comigo pai!
SANDRO - Você tá fugindo da polícia?
ELEONORA - Isso não vem ao caso, vem comigo ou não?
SANDRO - Não Eleonora, eu não vou contigo, vou ficar aqui e cuidar do que é nosso de direito, boa sorte minha filha.
ELEONORA - Pra você também pai.
Eleonora e Sandro se abraçam. Eleonora se levanta, sai do porão e se vai. Ela volta para a sala pega suas malas e se vai.
CENA 13. CASA DE ELEONORA/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA
Eleonora entra em sua casa que é bem mais simples do que a mansão em que vivia.
ELEONORA - Muquifo de quinta categoria! Mas deixa estar... Depois que eu acabar com essa songamonga de uma vez vou pra Nova Iorque e comprar uma bela cobertura em Manhattan e vou esquecer de vez desse quinto dos infernos que é esse paisinho sem lei.
Eleonora põe as malas em cima da cama e abre a mala tirando um disfarçe com peruca, vestido velho e uma máscara facial, ela também vai na bolsa e pega um vidro contendo um líquido de cor estranha. Eleonora fica com um semblante intrigante.
ELEONORA - Daqui a pouco o Cristiano não perde por esperar.
A cena congela em efeitos avermelhados no rosto de Eleonora segurando o vidrinho e olhando fixamente para ele com um semblante intrigante.
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CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO