Capítulo 39

Capítulo 39

Anteriormente em Vendetta...
Natacha é solta, Natacha destrói a casa de Marcelo, Marcelo tentando acertar o carro em que Natacha estava numa perseguição acaba atirando em seu próprio joelho, Natacha vai visitar Mário no hospital e reata com ele, Eleonora aos vê-los diz para Natacha estar na casa de Beatriz as 9 da noite, Henrique discute com Rafael por causa de Joana, Eleonora incendeia a casa de Beatriz com Natacha, Cristiano e Esperança dentro, Esperança e Natacha ficam em meio ao fogo presas, uma telha desaba em cima de ambas, Beatriz vê Eleonora perto de seu casa e começa a dar uma surra nela
CENA 14. RUA. EXTERIOR. NOITE
Beatriz continua esbofeteando Eleonora com força, Eleonora já está sangrando. Cristiano vai até Beatriz e a tenta tirar de cima de Eleonora.
BEATRIZ - ME SOLTA! EU VOU MATAR ESSA CADELA MALDITA! EU VOU ACABAR COM A RAÇA DELA!
Cristiano tira Beatriz de cima de Eleonora, Beatriz reluta, Eleonora levanta-se toda machucada, sangrando bastante no rosto.
ELEONORA - BATE MAIS SONGAMONGA! BATE MESMO! Eu achei que te ver queimar no fogo do inferno seria o pior castigo, mas não... A Esperança acabou, eu queimei a sua priminha e de quebra a prostituta. E me matar não vai trazer a Esperança de volta! (Rindo) Eu disse que ia acabar com você! A essa hora as duas devem tá ardendo no fogo do inferno!
BEATRIZ - PSICOPATA! SUA LOUCA! VOCÊ É DOENTE!
ELEONORA - Mas pelo menos eu ainda to viva, e a sua priminha? E a prostituta? Eu desejo do fundo do meu coração muitas infelicidades pra você e que ambas estejam virado cinzas a essa hora em meio aquele fogo, e eu espero que debaixo da ponte você seja mais infeliz ainda, porque ser infeliz nessa casa não vai dar mais pra você né songamonga?
BEATRIZ - EU TENHO NOJO DE VOCÊ! EU VOU TE MATAR! EU VOU TE MATAR SUA ASSASSINA!
Eleonora entra no carro e parte, Cristiano solta Beatriz que corre atrás do carro sem sucesso.
BEATRIZ - MALDITA, EU VOU ACABAR COM ELA!
CENA 2. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. INTERIOR. NOITE/ MADRUGADA
A alta madrugada cai, a cidade descansa um pouco, enquanto a noite ferve em locais movimentados como boates, etc.
CENA 3. HOSPITAL/ CORREDOR. INTERIOR. MADRUGADA
Beatriz está com Cristiano e Natacha no corredor, Natacha está com braços e joelhos ralados.
NATACHA - Desculpa Beatriz por arrumar aquela desculpa, mas eu sabia que comigo e a Esperança debilitadas vocês não iam conseguir escapar, então eu fiz o que achei que foi certo.
BEATRIZ - Eu sei Olívia.
CRISTIANO - Por que você tá chamando ela de Olívia, Bia?
NATACHA - Eu não sou Natacha Durval e sim Olívia Mercedes, isso é uma longa história, depois a Bia explica... Mas eu dei muita sorte de aquele telhado não me esmagar e a Esperança!
Natacha se lembra:
NATACHA - A gente não vai conseguir sair, ela venceu, acabou pra gente! Desculpa amiga, mas eu não podia permitir que a Beatriz e o Cristiano terminassem aqui. (Chorando) Mas eu vou ficar com você, até o final, AMIGA.
O telhado da casa começa a despencar e Natacha começa a chorar compulsivamente. Uma telha cai na direção de Natacha e Esperança. Natacha, ao ver levanta as mãos protegendo sua cabeça e a de Esperança. A telha cai justamente nas mãos de Natacha que joga a telha longe, Natacha continua chorando inconsolável, até que começa a ouvir as sirenes dos bombeiros. Logo os bombeiros entram e começam a socorrê-las.
BEATRIZ - Se algo acontecesse com você ou com a Esperança, juro por Deus, eu matava a Eleonora. Nem que eu passasse o resto da minha vida atrás das grades, mas eu matava aquela mulher!
CENA 4. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. MADRUGADA/ DIA
O dia amanhece agitado em São Paulo, o sol nasce marcando o início de um novo e agitado dia.
CENA 5. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA
Henrique vai até a sala onde encontra Eleonora assistindo televisão tranquilamente, com o rosto todo marcado.
HENRIQUE - Você não presta mesmo em Eleonora! Como pôde fazer essa monstruosidade?
ELEONORA - O que foi viadinho? Ficou furioso porque eu incendiei a casinha da sua prima?
HENRIQUE - Escuta aqui sua vagabunda, eu já te avisei antes e te aviso de novo. É muito bom você parar de se meter na vida dos meus parentes, já disse que você não faz ideia do que eu sou capaz!
ELEONORA - Você não serve pra absolutamente nada, você não é capaz de matar uma pessoa, você não tem peito pra isso. Eu não sei como aqueles policiazinhos de quinta categoria conseguem desconfiar que você foi capaz de matar o Alcides! Ah me poupe né! Você não mata nem uma mosca, imagina uma pessoa!
HENRIQUE - Quem disse que não fui eu que dei cabo do Alcides? Pode ter sido qualquer um, e o verdadeiro assassino do Alcides pode te surprender. Fica a dica.
Henrique sai sem deixar qualquer palavra, Eleonora fica pensativa.
CENA 6. HOSPITAL/ SALA DE ESPERA. INTERIOR. DIA
Música: Amores Distantes (Intrumental) - Rodolpho Rebuzzi e Andre Sperling
Esperança sai do quarto, andando com alguma dificuldade, Beatriz corre para abraça-la junto com Natacha e Cristiano. Todos extremamente emocionados.
BEATRIZ - Que bom que você se recuperou, Esperança! Eu juro que não ia me perdoar se algo acontecesse com você por minha culpa.
CRISITIANO - Desculpa por te deixar no fogo, mas eu não sabia que estavam presas lá dentro!
ESPERANÇA - Que bom pessoal! Foi tudo horrível, quando o fogo começou a consumir minha roupa e eu desmaiei por causa da fumaça, eu achei que nunca mais os veria. Mas eu to aqui de pé!
CRISTIANO - A Eleonora vai pagar por isso na cadeia!
ESPERANÇA - Foi a Eleonora que fez isso?
BEATRIZ - Sim, ela queria todo mundo.
ESPERANÇA - Por que eu?
BEATRIZ - A Joana te odeia e ela tá aliada com a Eleonora.
NATACHA - Mas temos que provar que ela esteve na casa!
BEATRIZ - Eu consego provar, eu fiz um bom estrago na Eleonora quando a vi aos arredores da casa, o Cristiano a viu. E isso já é indício de que a Eleonora esteve na nossa casa!
CRISTIANO - Mas se por um lado, a boa surra que você deu nela pode ajudar a provar que ela esteve lá, pode te prejudicar bastante! Seu julgamento pela morte do Sílvio é em uma semana e meio e um crime de lesão corporal grave é tudo de que você não precisa!
BEATRIZ - Se não fosse por você Cristiano, eu teria matado a Eleonora naquela hora que a vi. Eu cansei das armações dela! Quantas vezes ela já não atentou contra mim? Ela nos separou com uma intriga, tentou me queimar viva naquela assalto forjado do seu carro, MATOU A CATARINA, me acusou injustamente por um monte de coisas que eu não fiz, tentou matar minha prima e minha amiga queimadas, fora a morte do Álvaro! Eu cansei, ALGUÉM TEM QUE PARAR ESSA MULHER ANTES QUE MATE TODOS NÓS!
Cristiano abraça Beatriz.
CRISTIANO - Confia Beatriz, vai ficar tudo bem.
https://www.youtube.com/watch?v=FzvhDizVlI4
CENA 7. DELEGACIA/ SALA DE ESPERA. INTERIOR. DIA
Eleonora entra na sala de espera e fica sentada lá, até que Mirtes sai da sala de Martins, e vai até Eleonora.
MIRTES - Eleonora, por favor me acompanhe até a sala do delegado pra prestar esclarecimentos.
Eleonora e Mirtes vão para a sala de Martins, eles entram e fecham a porta. Eleonora se senta numa cadeira.
MARTINS - Olá Eleonora, bom dia.
ELEONORA - O que tem de bom comigo aqui nessa... (Com desprezo) Nisso aqui.
MARTINS - Eu entendo perfeitamente seu mau humor e no seu lugar também estaria assim. Você tem ciencia sobre o que vai prestar exclarecimentos?
ELEONORA - Claro! Sobre o incendio na casa da songamonga!
MIRTES - O nome dela é a Beatriz. E ela veio aqui depor e falou que viu você ao lado da casa dela em chamas, com um sorisso ironico e partiu pra cima de você, causando esses machucados que enfeitam seu lindo rostinho.
ELEONORA - É, realmente eu estive lá sim, e a songamonga me deu uma surra, como já sabem. Só que daí, a vocês provarem que eu incendiei a casa dela já é outros quinhentos.
MARTINS - Isso é o que você pensa Eleonora, a Natacha também depôs e ela te viu na casa, você a trancou no banheiro e ateou fogo.
ELEONORA - Hum, como vão provar o que dizem? Não venham que comigo não tem, eu sei muito bem que um testemunho não pode me pôr na cadeia sem provas, só com base no testemunho de uma pessoa que me viu perto da casa e de uma outra que pelo incendio, até ter desmaiado, desmaiou, pelo menos foi que eu li no jornal. Agora, se me permitem vou indo embora.
MIRTES - Eleonora, se acharmos um fio de cabelo seu lá, um fiozinho, você vai direto pro xadrez.
ELEONORA - Eu só quero ver como vocês vão fazer o DNA e também quero ver vocês acharem algo naquele monte de escombro. Agora eu vou embora que eu tenho bem mais o que fazer.
MARTINS - Pode ir Eleonora, mas você volta e mais rápido do que imagina.
ELEONORA - Isso é o que veremos. Ah, e toma cuidado com a Beatriz, ela não é essa santinha do paoco que quer parecer não. As aparências enganam.
Eleonora sai, deixando Mirtes e Martins intrigados.
MARTINS - O que ela quis dizer com isso?
MIRTES - Seja lá o que for coisa boa não é! Mas eu não ponho minha mão no fogo por nenhuma das duas.
CENA 8. HOSPITAL/ SAÍDA. INTERIOR. DIA
Beatriz, Esperança, Natacha e Cristiano estão na saída do hospital.
ESPERANÇA - Graças a Deus, to saindo daqui e espero nunca mais voltar.
BEATRIZ - Não sei por que, mas eu sinto que em breve estaremos aqui de novo.
NATACHA - Você tá sensetiva demais, parecendo aquela cigana da sua rua.
BEATRIZ - E aquela cigana nunca errou, tudo que ela prevê acontece.
CENA 9. HOTEL/ SUÍTE DE RAFAEL. INTERIOR. DIA
Joana está na suíte de Rafael, sozinha assistindo televisão. A campainha toca, ela abre a porta e Eleonora entra possessa.
JOANA - Eleonora, o que foi?
ELEONORA - Como assim o que foi? Não lê jornal não? Eu não gosto de anta perto de mim, já disse.
JOANA - O que você tem?
ELEONORA - A Esperança e a Natacha tão vivas! E eu to por um fio, literalmente de ir pra cadeia! Tá bom de desgraça ou quer mais?
JOANA - Você devia ter metido uma bala na cabeça das duas e jogado ao fogo, o corpo ia queimar todo, ninguém ia saber! Você é muito passional!
ELEONORA - Você tem sangue frio?
JOANA - Pra quê?
ELEONORA - A gente precisa se livrar daquele pessoalzinho, eu preciso que você dê cabo deles.
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JOANA - Matar? Eu nunca matei ninguém antes na vida, e você?
ELEONORA - Isso não vem ao caso ok? É só um tiro... Perai, tiro não, tem que parecer um acidente e eu tenho que ter álibi!
JOANA - Atropelamento?
ELEONORA - Isso, perfeito! Vai lá. Acaba com no mínimo uma delas, mas faz serviço limpo pelo amor. Agora vou indo, conto contigo.
Eleonora sai, Joana se senta tensa.
CENA 10. FINANCEIRA/ RECEPÇÃO. INTERIOR. DIA
Beatriz está tensa na financeira, conversando com Orlando.
ORLANDO - Essa Eleonora é louca! Como que ela pôde fazer algo assim?
BEATRIZ - Ela é uma psicopata! Ela é capaz de tudo pra me destruir.
ORLANDO - Confia em nós Beatriz, ela não vai te destruir.
CENA 11. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA/ TARDE
A tarde cai linda e maravilhosa como sempre na capital que segue seu ritmo agitado.
CENA 12. CASA DE OLAVO/ PORÃO. INTERIOR. TARDE
Sandro entra no porão e fica lá pensativo.
SANDRO - Droga de vida viu! Eu não aguento mais, mas o Henrique não perde por esperar, tudo que é dele tá muito bem guardado!
CENA 13. CASA DE MARCELO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. TARDE
Marcelo está na sua sala de estar vendo televisão, até que a campainha toca ele atende Natacha que entra furiosa.
MARCELO - Meu amor! Que bom que você tá bem!
NATACHA - Você acha mesmo que eu to bem? Sua amiguinha tentou me matar e você acha mesmo que eu to bem?
MARCELO - Se refere ao quê?
NATACHA - Ao fato da sua querida amiguinha ter tentado me matar na casa dela ontem!
MARCELO - Não pode ser! A Eleonora?
NATACHA - Tá surpreso? Isso é a cara dela! Se ela cruzar na minha frente juro que a mato!
A porta abre, e entra Eleonora com a cópia da chave.
MARCELO - Que bom que você veio Eleonora, precisavámos ter uma conversinha.
CENA 14. RUA. EXTERIOR. TARDE
Esperança sai de sua casa pensativa e atravessa a rua que está deserta, apenas com um carro estacionado. Esperança atravessa a rua em direção a padaria, quando o carro no qual está Joana acelera. Esperança consegue ver Joana em sua direção.
ESPERANÇA - (Gritando) NÃO!
Joana fecha os olhos para não ver seu carro atropelar Esperança, Joana joga o carro em cima de Esperança.
CENA 15. CASA DE MARCELO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. TARDE
NATACHA - A Eleonora tem uma cópia da chave!? Ah, já chega!
MARCELO - Perai, vai onde?
Natacha vai para o quarto de Marcelo.
ELEONORA - Ai, ai, ai.
MARCELO - Que história é essa de você tentar matar a Olívia hein Eleonora?
ELEONORA - Já tá na hora de você saber de toda a verdade.
MARCELO - Que verdade?
Neste instante Natacha volta do quarto de Marcelo com uma arma que pegou por lá e aponta para a cabeça de Eleonora, Marcelo se choca.
NATACHA - FIM DE JOGO ELEONORA!
A cena congela em efeitos avermelhados nos rostos de Natacha e Eleonora se encarando sérias, com Natacha apontando uma arma para Eleonora.
https://www.youtube.com/watch?v=x_UL-Ud5MPo
CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO