Capítulo 32

Capítulo 32

Anteriormente em Vendetta...

Eleonora ameaça Henrique, Beatriz faz escândalo quando se encontra com Eleonora na delegacia, Melisa embarca para o Brasil, Henrique diz à Sandro que a partir de agora Sandro irá e voltará da ONG à pé, Esperança inventa para Marcelo que Mário é primo de Natacha e também inventa uma história sobre a tentativa de suícidio de Natacha, Beatriz diz a Cristiano que para parar Eleonora é capaz de matá-la, Melisa chega ao Brasil

CENA 1. CASA DE BEATRIZ/ COZINHA. INTERIOR. DIA

CRISTIANO - A Eleonora vai pagar por tudo na cadeia Bia, pode crer!

BEATRIZ - Eu realmente espero.

CENA 2. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

Henrique e Melisa entra na casa carregando as malas de Melisa.

MELISA - Nesse tempo todo aqui nada mudou.

HENRIQUE - A vida das pessoas aqui mudou sim e bastante.

MELISA - Percebi isso.

HENRIQUE - Agora vamos lá Melisa, preparar nossa surpresa pra nossa querida família.

Melisa e Henrique se levantam.

MELISA - Espero que o Sandro e a Eleonora gostem da surpresa que vamos preparar pra eles.

HENRIQUE - Pode ter certeza.

CENA 3. CASA DOS MARCONDES/ QUARTO DE ESPERANÇA. INTERIOR. DIA

Esperança ainda está dormindo, quando seu celular toca, ela vê através do identificador de chamadas que é um amigo seu, Rafael.

ESPERANÇA - Alo Rafa, tudo bem?

RAFAEL - Sim Esperança, e aí, como vai?

ESPERANÇA - Aqui, é nós estamos sobrevivendo por enquanto, alguma novidade?

RAFAEL - Sim Esperança, eu to indo pra aí amanhã vou fazer uma série de apresentações com meu grupo de teatro e a Joana vai comigo pra fazer a faculdade de administração.

ESPERANÇA - Hum.

RAFAEL - Eu sinto que você não ficou muito feliz assim... Por quê?

ESPERANÇA - Você sabe né? Eu tenho minhas diferenças com a naja, quer dizer sua irmã.

RAFAEL - Bom, nisso eu não me meto. Mas ela tá me aperriando pra ir comigo, então eu deixei! Esperança, aquilo que rolou entre a gente, eu queria saber se você já superou.

ESPERANÇA - Sim Rafa, faz tempo, faz uns três anos que eu superei o final do nosso romance. Agora só tenho interesse em você como amiga.

RAFAEL - Que bom Esperança!

ESPERANÇA - Você ainda tá apaixonado pelo Henrique?

RAFAEL - Não sei, cinceramente. Minha cabeça tá fora do lugar, bom Esperança, até mais, tchau.

ESPERANÇA - Tchau Rafa.

Esperança coloca o celular na cama e se senta pensativa.

CENA 5. SHOPPING. INTERIOR. DIA

Eleonora está no shopping com várias sacolas na mão. Eleonora se senta num banco e pega seu celular, ela liga para um número.

ELEONORA - Alo amiga.

Eleonora está falando com Joana.

JOANA - Oi Eleonora, tudo bem amiga?

ELEONORA - Claro amiga! Você vem pra cá amanhã mesmo?

JOANA - Claro! Não vejo a hora de te ajudar a pisotear aquela famíliazinha da Beatriz.

ELEONORA - Estou te esperando, e você pode contar comigo também pra arruinar a Esperança e aquela tal de Natacha, poucas vezes cruzei com elas e não fui com a cara.

JOANA - Trato então... Uma ajuda a outra.

ELEONORA - Tchau amiga, te aguardo aqui querida.

Eleonora desliga o celular.

ELEONORA - Espero que a Beatriz goste da nova amiguinha dela.

CENA 6. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA/ NOITE

O dia vai embora e dá lugar a uma tarde extremamente linda e calorosa que logo tem seu brilho ofuscada por um belo pôr do sol que marca o ínicio de uma maravilhosa e agitada noite paulistana.

CENA 7. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE

Dentro da casa tudo está absolutamente escuro, Eleonora chama à beça na porta, até que Sandro chega.

ELEONORA - Pai, a casa tá trancada, a porta não abre!

SANDRO - Eu tenho chave. O Henrique me deu.

Sandro abre a porta e entra com Eleonora, tudo continua absolutamente escuro e eles não veem nada. Eles mão dão um passo para fora da casa e a porta bate, se trancando.

ELEONORA - (Amedrontada) O que tá acontecendo aqui? HENRIQUE! Cadê você? RESPONDE SEU DIABO!

Do nada uma vela acende-se em frente de Sandro, que se assusta e várias velas vão se ascendendo, todos ficam extremamente assustados.

SANDRO - Quem tá aí? Pelo amor de Deus, eu to com medo, o que tá acontecendo aqui.

Uma lanterna começa a piscar na direção de Sandro que se assusta.

SANDRO - Para com isso Henrique! ESSA BRINCADEIRA NÃO TEM GRAÇA!

Do nada uma lanterna se acende em Melisa que está segurando uma lanterna. Eleonora e Sandro ficam incrédulos, totalmente pasmos.

SANDRO - Sai daqui assombração! Isso não é real! Não pode ser, eu matei você!

MELISA - Meu amorzinho, sentiu a minha falta?

https://www.youtube.com/watch?v=FzvhDizVlI4

MELISA - Minha filha querida, mamãe não pôde te ensinar a ser boa pessoa, mas agora mamãe tá aqui!

ELEONORA - VOCÊ TÁ MORTA! ELE TE MATOU FAZ 10 ANOS!

SANDRO - Que efeito especial é esse Henrique? Você não é a Melisa, o Henrique te contratou né? Quantos que ele pagou pra isso?

Henrique ascende as luzes.

HENRIQUE - Dessa vez não fui eu Sandro, essa realmente é Melisa Martinelli.

SANDRO - Como você sobreviveu Melisa? Eu te matei! Você tava me chifrando!

MELISA - Eu nunca te chifrei seu desgraçado! Você que quis acreditar nisso, eu nunca te traí, eu tinha mudado, eu tinha deixado de me prostituir, eu tinha saído da vida. Mas você me batia, me humilhava por ciúmes, você sempre foi um péssimo exemplo pro Sílvio, se ele se tornou um bandido a culpa foi SUA! Só SUA!

Sandro levanta a mão para Melisa.

MELISA - SE VOCÊ ENCOSTAR O DEDO EM MIM DE NOVO EU TE MATO! Quer saber como eu sobrevivi? Eu te conto, você me deixou quase morta, mas um homem que cuidava do local foi lá e me salvou, pena que você não sabia desse homem, se não fosse por ele eu estaria lá até essa hora, morta, meu corpo já deveria ter sido todo devorado pelas formigas, baratas, bactérias, fungos e tudo mais daquele local que só não é mais nojento que você. E daí, depois disso eu atravessei ilegalmente a fronteira por medo de você me achar e terminar o serviço, sofri bastante na travessia, passei frio, fome, sede, fui perseguida, fui estuprada, roubada, baleada pela polícia americana, quase morri, mas eu sobrevivi, cheguei no Texas, sabe o que a Sol daquela novela América sofreu? Então, eu sofri um pouco mais que ela, e daí como ninguém me dava emprego e eu tava morrendo de fome, voltei à vida, como prostituição no Texas é crime eu fui presa, fiquei um tempinho na cadeia, há três dias fui solta e por sorte um dos contratados pelo Henrique me achou e me situou, me trouxe de volta.

SANDRO - Meu Deus!

MELISA - Você arruinou a vida dos meus filhos, você acabou com o Sandro, o tornou um bandido, a minha filha mostrou que é uma psicopata, comportamento que o tempo inteiro foi aplaudido por você né Sandro? Que sempre aplaudiu os caprichos e os mimos dessa daí, e o Olavo... O único filho que você não conseguiu estragar, você matou! Indiretamente, mas matou sim! Se não fosse aquela falsificação ela taria morto! Agora você vai me pagar Sandro, por tudo e a minha querida filha vai aprender a ser GENTE!

CENA 8. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE/ DIA

O dia amanhece em São Paulo, um dia caloroso, e um tanto agitado.

CENA 9. HOSPITAL/ QUARTO DE NATACHA. INTERIOR. DIA

Natacha continua desacordada, até que aos poucos os batimentos sobem, os olhos de Natacha vão se abrindo e ela se acorda, Esperança e Mário estão ao lado.

MÁRIO - Finalmente minha bela adormecida acordou.

NATACHA - O que eu fiz comigo mesma? Eu tentei acabar com minha própria vida! Mário, Esperança, falem a verdade, eu perdi meu bebê?

https://www.youtube.com/watch?v=DxjJbRJFvNU

ESPERANÇA - Não Natacha, você ainda está grávida.

NATACHA - Eu não quero que você assuma um filho que não é seu.

ESPERANÇA - Você vai ter esse filho?

NATACHA - Não dá mais pra abortar Esperança, 4º mês de grávidez.

ESPERANÇA - Você vai criar esse filho?

NATACHA - (Desconversando) Eu acabei de acordar, antes de dormir eu tava pensando em me suicidar, deixa eu pensar um pouco na vida Esperança.

ESPERANÇA - Você vai ficar algumas horas em observação e vai sair, a gente fica com você!

Esperança e Mário seguram na mão de Natacha.

CENA 10. CASA DE OLAVO/ COZINHA. INTERIOR. DIA

Henrique e Melisa estão tomando café da manhã tranquilamente juntos.

MELISA - O Sandro já foi pra ONG?

HENRIQUE - Sim.

MELISA - Vai sair hoje?

HENRIQUE - Sim, hoje vou rever um amigo meu que vem de Marília.

MELISA - Eu também, vou dar um passeio por Sampa, rever tudo o que mudou em todos esses anos que eu estive fora.

HENRIQUE - Tenha um bom dia, agora vou pra facul.

MELISA - Obrigado você também.

Melisa se levanta e vai embora.

CENA 11. AEROPORTO INTERNACIONAL DE GUARULHOS/ DESEMBARQUE. INTERIOR. DIA

Do desembarque saem Joana e Rafael com suas malas de rodas. Joana tira os óculos e olha para o aeroporto.

JOANA - (Pensamento) Agora sim, meus rivais que me aguardem.

RAFAEL - Vamos lá Joana, para de boiar e vamos chamar logo um taxí pro flat.

JOANA - Eu não vou pro flat não. Eu vou visitar uma amiga minha.

CENA 12. FINACEIRA/ RECEPÇÃO. INTERIOR. DIA

Beatriz está com Cristiano na recepção conversando descontraído, até que Joana entra na recepção.

JOANA - Beatriz! Quanto tempo que eu não te vejo!

BEATRIZ - Joana!? Oi, fazendo o que aqui?

JOANA - Nossa, pensei que tinha ficado feliz em me ver... Uma grande amiga sua.

BEATRIZ - Sei, (ironica) muito amiga minha. Vai passar quanto tempo aqui?

JOANA - Não sei, acho que vim pra ficar mesmo, bom já que você não gostou da minha visita, bye bye, amiga.

BEATRIZ - Manda um abraço pro Rafa, por mim.

JOANA - Claro Bia.

Joana sai da financeira.

CRISITANO - Quem é essa?

BEATRIZ - Essa garota é uma cobra! Ela não presta. Eu não me dou nem um pouco bem com ela.

CRISTIANO - Mas por quê?

BEATRIZ - Umas desavenças que nós temos, ela é muito falsa e intriguenta, não mede esforços pra conseguir o que quer, muito gananciosa e ambiciosa.

CRISTIANO - Tipo a Eleonora?

BEATRIZ - Ela é uma naja, mas não é tanto né? Pra ser igual a Eleonora a Joana vai ter que nascer de novo. Bom, eu espero que ela não seja uma preocupação minha, porque só a Eleonora atrapalhando minha vida já tá ótimo, até demais.

CRISTIANO - Ai Bia!

BEATRIZ - Bom, vou comprar um expresso pra mim do outro lado da rua, ok?

CRISTIANO - Ok sim.

CENA 13. RUA. EXTERIOR. DIA

Joana está conversando com Eleonora dentro de seu carro estacionado, Beatriz sai da financeira. Beatriz repara no carro de Eleonora.

BEATRIZ - (Pensamento) O que será que o carro da Eleonora tá fazendo aqui?

ELEONORA - Então Joana, a Beatriz te recebeu bem?

JOANA - Com 4 pedras na mão.

ELEONORA - Agora vou te levar num shopping de verdade, não daqueles xexelentos de cidadezinha de interior.

JOANA - Anciosa.

ELEONORA - Será que a Beatriz não vai desconfiar que você a partir de agora é minha cúmplice contra ela?

JOANA - Que se ferva, ela não vai fazer nada mesmo.

ELEONORA - Tem razão, se aquela songamonga não pode comigo quem dera com nós duas juntas. Nós vamos destruir a Beatriz e toda a corjazinha dela. Trato feito.

Eleonora e Joana apertam as mãos. Beatriz espia tudo da rua, sem que elas percebam.

BEATRIZ - Não pode ser, a Eleonora e Joana são cúmplices!

 

A cena congela em efeitos avermelhados no rosto de Beatriz totalmente aflita e perplexa vendo Eleonora e Joana juntas.

https://www.youtube.com/watch?v=x_UL-Ud5MPo

 

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO