Capítulo 28

Capítulo 28

Anteriormente em Vendetta...

Novaes descobre que Natacha é quem está por trás dos ataques contra Marcelo, Natacha ameaça Novaes, Mirtes fica furiosa por não conseguir pegar a assassina de Catarina, Mirtes conta para Martins que ou Eleonora ou Beatriz devem ser as assassinas de Catarina, Henrique manda Sandro trabalhar numa instituição de ajuda à homossexuais, Novaes desiste de delatar Natacha à Marcelo, Beatriz descobre que Natacha é Olivia e Natacha diz à Beatriz que chegou a hora da verdade sobre ela vir à tona.

CENA 1. FLAT/ SUÍTE DE NATACHA. INTERIOR. TARDE

NATACHA - Sentem-se todos por favor.

Esperança, Mário e Beatriz se sentam. Natacha senta-se na poltrona de frente para Beatriz.

NATACHA - Eu tinha 16, 17 anos. Eu era uma garota comum, tinha amigas como vocês, morava numa cidadezinha média como Marília, tinha uma vida mega normal. Até meu primo, o Marcelo ir pra Marília. Quando o Marcelo chegou em Marília ele ficou obsecado por mim, ele queria me ter de qualquer jeito! E eu sempre o rejeitava. Até que certeza vez, ele assaltou a casa da vizinha e me incriminou, eu não fazia ideia que tinha sido ele, e todos me acusavam, diziam que eu ia pra febem, eu era muito hingénua. O Marcelo me ofereceu um esconderijo na casa dele. Chegando lá, um tempo depois com eu já escondida lá e dada por desaparecida por todos. O Marcelo ele me estuprou, tirou minha virgindade, foi um dos piores momentos de toda a minha vida, e ele continuou abusando de mim, até que um dia ele me contou tudo o que ele tinha feito, desde as armações tudo, ele também me contou que tinha contato com uma quadrilha que traficava mulheres pra Argentina pra elas serem prostituidas. Ele me dopou a força e me mandou pra lá, e ainda teve a cara de pau de mandar uma foto minha, de como eu era antes dele chegar na minha vida.

Natacha vai até a escrivaninha e de lá tira a foto e mostra para Beatriz.

NATACHA - Na Argentina eu passei a ser prostituida, me deitava com 2, 3 por noite, eles eram muito violentos, me tratavam pior que bicho. E eu fiquei anos e mais anos sofrendo ali, sendo aliciada por todos, passando fome, frio, sede, mas eu sempre tive a Kiki comigo, minha grande amiga de lá, ela me ajudava com tudo, nos apegamos uma a outra, foi ela que me ensinou tudo o que eu sei sobre sociologia. Há mais ou menos um ano atrás, eu a Kiki planejavámos fugir do bordel, só que quando estavámos fugindo, o Valdez, o cafetão ele matou a Kiki estrangulada (lacrimejando) na minha frente! Ele me forçou a voltar pro bordel, alguns meses depois eu me cansei, eu roubei uma arma dele e estava disposta a fugir de lá, quando eu tava fugindo ele tava atrás de mim, correndo com uma faca pra me matar, quando ele tava quase me alcansando eu me virei pra ele e o meti duas balas bem na cabeça daquele lixo! Eu consegui fugir, libertei todas as garotas de lá, mas passei a ser procurada, então eu vim pro Brasil pra fugir de lá, assumi essa identidade falsa de Natacha Durval, e fui trabalhar na faculdade pra me vingar do Marcelo, (lacrimejando) o homem que me acusou de coisas que eu não fiz, me estuprou e vendeu meu corpo. E esse é o meu misterioso passado e do homem que arruinou minha vida, entendeu por que eu faço tudo isso?

BEATRIZ - Meu Deus Olívia, agora eu entendo, tudo.

NATACHA - Me chama de Natacha, a Olívia está morta e enterrada.

BEATRIZ - Por falar em Olívia está morta... Como você forjou sua própria morte?

NATACHA - Mandei uma dublê fazer isso.

Natacha e Beatriz se abraçam, ambas extremamente emocionadas.

CENA 2. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. TARDE/ NOITE

A noite cai na bela capital paulistana que segue seu ritmo normalmente.

CENA 3. CASA DE OLAVO/ QUARTO DE ELEONORA. INTERIOR. NOITE

O celular de Eleonora toca, ela vai até ele e atende Álvaro.

ELEONORA - Oi Álvaro.

ÁLVARO - Quanto tempo você acha que eu vou guardar seu segredo em Eleonora? Quanto tempo você acha que eu vou segurar que você é uma asssassina? Toma cuidado Eleonora, quando você menos esperar a polícia pode bater na sua porta Eleonora, eu sei dos seus segredos.

Álvaro desliga o celular. Eleonora fica furiosa e arremessa o celular contra a parede.

ELEONORA - Eu já me livrei de 2, posso me livrar de mais um.

Henrique entra no quarto de Eleonora, sorrindo.

HENRIQUE - Então quer dizer que o Álvaro tá te chantageando né Eleonora?

ELEONORA - Não te interessa!

HENRIQUE - Eu não vejo a hora do Álvaro falar pra polícia da morte da Catarina, você vai pra cadeia.

ELEONORA - Você já pensou que pode não dar tempo dele falar? Assim como não deu tempo da Catarina e do Alcides?

HENRIQUE - Então você admite que matou o Alcides e a Catarina!

ELEONORA - EU NÃO MATEI O ALCIDES! Foi a sua priminha, aquela assassina da Beatriz!

HENRIQUE - Não fala assim da minha prima!

ELEONORA - Falo do jeito que eu quiser! Agora faz um favor pra mim? Vai lá bancar uma de Nina de Avenida Brasil com meu pai e saido meu quarto!

Eleonora expulsa Henrique do quarto e fecha a porta.

CENA 4. CASA DOS MARCONDES/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE

Beatriz está conversando com Esperança.

ESPERANÇA - Bia, você tá chateada comigo porque eu não te contei sobre a Olívia?

BEATRIZ - Pra ser cincera? Estou sim, com você, o Mário e a Olívia. Poxa, vocês deviam ter confiado em mim.

ESPERANÇA - Desculpa a gente?

BEATRIZ - Claro. Eu só to com medo pela Olívia, o Marcelo é perigoso pelo que ela disse... Eu só não reconheci ela esse tempo inteiro! Na minha cara e eu não a reconheci.

ESPERANÇA - Ela mudou em tudo: pele, jeito de vestir, de andar, de falar, de agir, ela se transformou, ela incorporou o personagem dela que é Natacha Durval.

BEATRIZ - Será que um dia ela vai voltar a ser ela mesma?

ESPERANÇA - A máscara que ela usa já virou parte de seu rosto, por isso, voltar a exatamente como era antes depois de tudo, duvido.

CENA 5. CASA DE MARCELO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE

Marcelo está conversando com Novaes furioso ao celular, andando tenso de um lado para o outro.

MARCELO - Então quer dizer que você tem quase certeza que isso que tá acontecendo comigo vem de alguém na Argentina? É isso que você tá me dizendo!

NOVAES - Olha, nada confirmado, mas provavelmente sim.

MARCELO - Obrigado Novaes, continue investigando.

NOVAES - Ok seu Marcelo.

Marcelo desliga.

MARCELO - Droga! Eu pensei que esse raio de cafetões tivessem perdido o contato comigo! (Respirando fundo) Mas tudo bem... Eu vou acabar com eles!

CENA 6. CONDOMÍNIO. EXTERIOR. NOITE

Henrique sai da casa com o celular em mãos para falar com Novaes.

HENRIQUE - Alo Novaes, alguma novidade?

NOVAES - Sim, eu descobri parte do que aconteceu com a Melissa.

HENRIQUE - Mas antes me conte se ela tá viva ou morta.

NOVAES - Viva e bem viva.

https://www.youtube.com/watch?v=FzvhDizVlI4

HENRIQUE - Ótimo.

NOVAES - Então, a Melisa ela...

Novaes continua falando, enquanto Henrique presta atenção atento à tudo.

CENA 7. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE/ DIA

A noite se vai e dá lugar a um lindo dia na capital paulistana.

CENA 8. FLAT/ SUÍTE DE NATACHA. INTERIOR. DIA

Natacha está conversando com Esperança, sorridente.

NATACHA - Eu tive uma ideia de como uma vez por todas acabar com o Marcelo.

ESPERANÇA - Qual ideia?

NATACHA - Um filme, eu irei homenagear o ilustre diretor Marcelo com um filme sobre o passado dele. Em breve, vou deixá-lo de sobreaviso.

ESPERANÇA - Ótimo ideia Olívia! Toma cuidado pra ele não saber que é você que está por trás disso!

NATACHA - Claro! Com certeza será o pior filme que o Marcelo verá na vida.

CENA 9. FACULDADE/ SALA DO DIRETOR. INTERIOR. DIA

Natacha entra na sala de Marcelo que está vazia, ela coloca cuidadosamente um bilhete em cima da agenda de Marcelo, ela sai, algum tempo depois Marcelo entra na sala. Marcelo pega o bilhete e começa a ler. "A vida de uns é uma novela, de outros uma série americana e de outros um filme, a sua vida é um filme e bem ruim por sinal, mas em breve o seu filme será visto por muita... Mas muita gente."

MARCELO - Que coisa mas sem pé nem cabeça é essa? O que será que vão aprontar pra cima de mim agora?

CENA 10. LA FRONTIÈRE/ SALÃO. INTERIOR. DIA

Beatriz entra no La Frontière, tensa olhando para todos os lados, até que encontra Mário no salão.

MÁRIO - Beatriz! Que bom que você tá aqui, achei que depois do ocorrido você nunca mais ia conseguir entrar aqui.

BEATRIZ - Confesso que foi difícil entrar aqui agora, mas eu tenho que superar meus traumas, eu tenho que vencer meus medos, porque se eu não consegui provar pra mim mesma que eu sou inocente na morte daquela individuo, não vou conseguir provar pra um tribunal inteiro.

MÁRIO - Assim é que se fala Bia!

Mário vai até Beatriz e a abraça.

CENA 11. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

Henrique está na escadaria, enquanto Sandro e Eleonora conversam na sala de estar.

SANDRO - Eleonora, ontem eu tive um sonho bastante estranho.

ELEONORA - Que sonho?

SANDRO - No sonho a Melissa tava viva.

ELEONORA - Nunca foi achado o corpo dela pai, ela pode muito bem estar viva por aí.

SANDRO - Eu matei a sua mãe!

ELEONORA - Você é tão despresível quanto eu papai! Você matou a minha mãe por ciúmes!

SANDRO - Ela era uma ex-prostituta! Com certeza tava me chifrando. Eu me descontrolei a matei e depois a desovei naquele terreno baldio, no qual eu nunca mais fui.

ELEONORA - Isso foi a mais de 10 anos! Se ela realmente tivesse morta, já a teriam encontrado a muito tempo.

SANDRO - Ela tá morta, e Eleonora isso vai morrer aqui, entre nós apenas.

ELEONORA - Claro papai, ninguém vai saber que o senhor é um assassino.

SANDRO - Agora eu vou me trocar porque tenho que ir pra aquela ONG de viados que o Henrique me mandou.

Henrique desce as escadas, fingindo estar sonolento. Ele vê Sandro.

HENRIQUE - Tá fazendo o que aqui seu traste? Vai logo por seu uniforme e vai pra ONG, você já tá atrasado seu inútil!

SANDRO - Já to indo senhor Henrique.

Sandro sobe as escadas, Eleonora sai da casa. Henrique tira um gravador do bolso.

HENRIQUE - (Pensamento) Sandro, Sandro você não faz ideia do que te espera, tadinho, todos esses anos achando que a mulherzinha dele está morta, ele está muito enganado, ela está viva e muito viva, lá nos States.

CENA 12. STOCK-SHOTS. EXTERIOR/ SÃO PAULO - NOVA IORQUE (EUA). DIA

A imagem de São Paulo vai até Nova Iorque nos Estados Unidos, o dia lá está um típico dia de primavera e muito lindo.

CENA 13. PRESÍDIO FEMININO/ CARCERAGEM. NOVA IORQUE. INTERIOR. DIA

A Mulher está numa cela arrumando suas malas, a cela está aberta e apenas com ela, uma carcereira vai até ela.

CARCEREIRA - Come on now or is feeling homesick?

                         Vamos embora ou já tá sentindo saudades?

MULHER - I've waited so long, I can wait a few more minutes

                Eu já esperei tanto tempo, posso esperar mais alguns minutos

A Mulher termina as malas e sai, as presidiarias batem palmas. A Mulher olha para todos os cantos do presídio. Até que ela chega na saída. Outra carcereira entrega os pertences a tal mulher ainda no presídio.

CARCEREIRA - Here are their belongings that were seized in prison: a watch, $ 500 and this photo here that was in his pocket.

                        Aqui estão seus pertences que foram apreendidos na prisão: um relógio, 500 dólares e essa foto aqui que estava no seu bolso.

MULHER - Thank you.

                 Obrigado

CARCEREIRA - Good luck.

                        Boa sorte.

MULHER - I'lI.

                Eu terei.

Melisa pega a foto primeiramente, na foto estão: Eleonora, Sílvio, Sandro, Olavo, e ela.

MULHER - Minha família: meus filhos, minha filha, meu marido... Mamãe Melisa está voltando pra vocês, meus queridos.

 

A cena congela em efeitos avermelhados no rosto olhando com seus olhos brilhando a foto.

https://www.youtube.com/watch?v=x_UL-Ud5MPo

 

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO