Capítulo 26

Capítulo 26

Anteriormente em Vendetta...

Eleonora e Beatriz brigam, Cristiano descobre a verdade, Cristiano reata com Beatriz, Henrique deixa Sandro passar fome no jantar e diz à Sandro que descobrirá todos os segredos daquela casa, Sandro e Eleonora conversam escondidos sobre Melisa, Eleonora teme que Catarina fale algo de si para a polícia, Eleonora liga para Catarina e a chama para a casa dela, Catarina vai para sua casa e chama Beatriz lá, Eleonora joga Catarina da escada, Beatriz e Cristiano chegam na casa de Catarina e deparam-se com ela morta.

CENA 1. CASA DE CATARINA/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. FIM DE TARDE

Beatriz está tensa, ela levanta-se lacrimejando e vai até Cristiano.

CRISTIANO - Será que foi Eleonora que fez isso?

BEATRIZ - Só pode, aquela mulher é uma bandida! Meu Deus, até onde ela foi capaz de ir pra me prejudicar!

CRISTIANO - Vamos chamar a polícia.

Cristiano pega seu celular e disca 190.

Música: Infiltrado - Bajofondo

CRISTIANO - Alo, por favor é urgente! Eu acabei de chegar na casa da vizinha de minha namorada e a encontrei morta, parece que ela levou um golpe na cabeça, por favor venham aqui o mais rápido possível. Ok, estamos aguardando e não mexeremos em nada.

Cristiano abraça Beatriz, ambos ficam a olhar desolados para Catarina morta.

CENA 2. CASA DE OLAVO/ QUARTO DE ELEONORA. INTERIOR. COMEÇO DE NOITE

A música continua tocando. Eleonora entra em seu quarto tranquilamente, ela tira os sapatos.

ELEONORA - Ah, vou tirar uma boa sonequinha agora.

Eleonora se joga na cama, cobre-se com um fino lençol, vira-se de lado e cochila tranquilamente.

CENA 3. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. COMEÇO DE NOITE/ NOITE

A noite cai na capital paulistana.

CENA 4. DELEGACIA/ SALA DO DELEGADO. INTERIOR. NOITE

Beatriz está na sala do delegado, inconsolável, conversando com Mirtes e Martins, ao lado de Cristiano.

MIRTES - Beatriz, Beatriz em pouco mais de 2 meses é a terceira vez que você vem aqui pra depôr sobre um assassinato, e a vez anterior foi semana retrasada. Como você pode explicar isso?

BEATRIZ - Eu não tenho culpa se a Eleonora resolveu matar todos ao meu redor.

MARTINS - Então você acha que a Eleonora, irmã do Sílvio, matou a Catarina?

BEATRIZ - Eu tenho certeza! A Eleonora tinha rabo preso com a Catarina e a Catarina tava ameaçando de revelar algo sério sobre ela.

MIRTES - A gente vai investigar, mas hoje de tarde essa Catarina veio aqui na delegacia.

BEATRIZ - Pra quê?

MIRTES - Ela veio revelar algo sobre alguém, mas daí o celular dela tocou, ela atendeu e depois desistiu e foi embora.

BEATRIZ - Tudo se encaixa! A Catarina fica fula da vida com a Eleonora e vem revelar algo dela aqui, a Eleonora chama a Catarina pra casa dela e a mata.

MARTINS - Mas temos que provar isso. Bom, você e o Cristiano estão liberados, e por precausão evitem o máximo essa Eleonora, nós vamos investigá-la, ela é nossa única e principal suspeita do crime.

BEATRIZ - Eu quero ver a assassina da minha amiga atrás das grades seu delegado.

MARTINS - A gente também.

Beatriz e Cristiano saem.

MIRTES - Você acha mesmo que foi a Eleonora?

MARTINS - Não sei, é muito cedo pra apostarmos em alguém. E pra você?

MIRTES - Olha, a Eleonora ela não bate bem da cabeça, isso já tá claro, agora que eu não vou com a cara dessa Beatriz, eu não vou.

CENA 5. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE/ DIA

Logo a noite vai embora e amanhece um dia com o céu nublado e frio.

CENA 6. CEMITÉRIO. EXTERIOR. DIA

Todos estão no cemitério inclusive Cristiano, Beatriz, Esperança e Henrique, todos arrassados acompanhando o cortejo. O caixão chega na cova, o coveiro desce, os parentes, destruidos jogam o primeiro palmo de terra, logo os coveiros vão e enterram Catarina.

BEATRIZ - A Eleonora vai ter que pagar por isso! Isso que ela fez não pode ficar assim.

CRISTIANO - Ela não pode e não vai!

DIAS DEPOIS...

CENA 7. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

A casa está aberta ela entra e depara-se com a casa vazia, apenas Álvaro no sofá.

ELEONORA - Álvaro!? Fazendo o que aqui?

ÁLVARO - Eleonora, Eleonora... Eu já estou me cansando de você sempre se metendo com as pessoas ao meu redor, primeiro o Alcides, agora...

ELEONORA - Tá falando do quê?

ÁLVARO - (Lacrimejando) Sabe a Catarina? Ela é minha ex-namorada, eu amava aquela mulher!

ELEONORA - NÃO!

ÁLVARO - Sim! Quando eu tinha uns 15, 16 anos eu sabia muito bem como era o mundo Eleonora, eu era esperto, eu sabia que gente boazinha sempre rodava, então pra mim ter tudo o que queria eu roubava, era um delinquentezinho juveniu, um desses moleques pé rapados que roubam até chiclete do amiguinho, meu pai, pra evitar que eu fosse pra febém me colocou num internato, e foi nesse internato que eu encontrei a Catarina.

ELEONORA - Meu Deus!

ÁLVARO - Sim, isso mesmo, a Catarina foi pra lá porque ela tava muito traumatizada com o que você ela descobriu sobre você! Ela tevê que sumir, ela tava apavorada: você, a polícia, os parentes da... Todos em cima dela! Ela ia enloquecer, lá no internato a gente se apaixonou (chorando) eu amava muito ela, mas quando a gente saiu de lá, ela foi pro Rio porque ela ainda não tinha superado e eu? Continuei um delinquente, um marginal, quando ela voltou, ela não queria nem mais olhar pra minha cara porque eu tava associado à vocês, aí vai você sua cadela e tira ela de mim! Mas agora, aguarde que eu vou provar pra todos quem é você! Coisa que a Catarina não pôde fazer!

Álvaro sai transtornado. Eleonora senta-se no sofá incrédula.

ELEONORA - Você vai é em breve fazer companhia à sua namoradinha no quinto dos infernos.

https://www.youtube.com/watch?v=FzvhDizVlI4

CENA 8. FLAT/ SUÍTE DE NATACHA. INTERIOR. DIA

Natacha está no flat, a campainha toca, ela abre para Mário, logo ela fecha.

NATACHA - Que bom que você veio Mário.

MÁRIO - Eu tomei pra que ninguém me visse.

NATACHA - Que bom, porque eu jamais me perdoaria se algo acontecesse com você.

MÁRIO - Fica fria, isso vai acabar e vai ficar tudo bem com nós.

NATACHA - Eu espero, eu to com medo Mário.

MÁRIO - De quê?

NATACHA - De tudo, do Marcelo, da cadeia.

MÁRIO - Você ainda pretende ressussitar a Olívia?

NATACHA - Não sei, é a única chance de ser inocentada, afinal uma hora a minha máscara vai cair.

Mário e Natacha se beijam.

CENA 9. CASA DE MARCELO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

Marcelo está em sua casa conversando com o detetive Novaes.

MARCELO - Oi, tudo bem?

NOVAES - Tudo sim, o que foi?

MARCELO - Tem alguém que está tentando acabar comigo, que sabe demais e eu preciso que você descubra o mais rápido possível quem é a pessoa.

NOVAES - O autor da pixação em seu carro e dos panfletos?

MARCELO - Ele mesmo.

NOVAES - Olha, pode ser gente perigosa, e não é fácil de descobrir essas coisas, realmente é muito difícil, quantos eu ganho?

MARCELO - Uma grana alta, eu tenho dinheiro, muito dinheiro.

NOVAES - Você tem dinheiro demais pra um simples reitor de faculdade, do que o senhor vive?

MARCELO - Isso não vem ao caso.

NOVAES - Vem sim, e bem mais do que o senhor imagina, por exemplo, vamos apenas supor que o senhor viva do tráfico de drogas, o que é ilegal: Alguém da organização criminosa sabe das suas coisas e por algum motivo tá querendo te infernizar!

MARCELO - Eu não vivo do tráfico de drogas!

NOVAES - Foi só uma suposição, bom se você não quer contar, tudo bem eu vou investigar a tal pessoa. Mas pra facilitar meu trabalho, economizar dinheiro preciso de uma lista das pessoas que convivem ao seu redor, esposa, pai, tio, tia, melhor amigo... Tudo, por mais insuspeito que pareça.

MARCELO - Ok, eu farei isso sim.

NOVAES - Eu espero.

CENA 10. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

Henrique está ligando as câmeras, Sandro está vendo tudo, atento escondido atrás da escada. Henrique guarda o controle debaixo do sofá e sai, Sandro desce as escadas e pega o controle.

SANDRO - Desgraçado, estava nos espionando!

Sandro sobe no armário, ele pega uma câmeras escondida.

SANDRO - Você não vai ficar dia e noite nos vigiando não!

CENA 11. CONDOMÍNIO. EXTERIOR. DIA

Henrique está numa rua qualquer do condomínio, ele olha para os cantos e pega o celular, ele liga para Novaes.

HENRIQUE - Alo Novaes.

NOVAES - Oi Henrique, to meio ocupado, tudo bem?

HENRIQUE - Ok, mas só quero saber se tem alguma novidade sobre a Melisa?

NOVAES - Olha, por enquanto, parece que ela foi engolida pela Terra, tá desaparecida.

HENRIQUE - O Novaes, ela pode estar em São Paulo, não se esqueça disso.

NOVAES - Olha, depois conversamos, mas eu tenho pressentimento de que em breve vamos encontrar a Melisa, esteja como estiver e onde estiver.

CENA 12. CASA DE MARCELO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

Marcelo entrega uma lista um tanto grande à Novaes.

NOVAES - Deus do céu! Que lista gigantesca!

MARCELO - Ué, eu não tenho culpa de ter um monte de gente ao meu redor.

NOVAES - É mesmo, bom agora eu vou começar a investigar desde já.

MARCELO - Ou, ou, você não vai já ser envasivo não né?

NOVAES - Claro que não, tchau, até mais.

Novaes vai embora, tenso.

CENA 13. CARTÓRIO DE REGISTROS CÍVIS. INTERIOR. DIA

Novaes está conversando com uma escrivã que está com os registros.

ESCRIVÃ - É, está tudo correto seu Novaes com essas pessoas.

A Escrivã coloca os óculos e pega os registros para devolvê-los à Novaes, até que ela repara no nome de Natacha.

ESCRIVÃ - Um instante, esta Natacha Durval não existe.

NOVAES - Como é?

ESCRIVÃ - Exatamente, esta mulher não existe.

 

A cena congela em efeitos avermelhados no rosto de Novaes incrédulo.

https://www.youtube.com/watch?v=x_UL-Ud5MPo

 

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO