Capítulo 20

Capítulo 20

Anteriormente em Vendetta...
O bandido incendeia o carro com Beatriz dentro e a queima, Beatriz vai para o hospital, o bandido morre assassinado pela polícia, Catarina vai até a casa de Eleonora e ameaça revelar quem ela realmente é se ela não parar de infernizar Beatriz, Mirtes recebe uma ligação de Alcides e Alcides diz que ninguém o pegará e passa para Mirtes o nome das pessoas de quem está chantageando, Mirtes diz à Martins que Alcides poderá ser assassinado, Eleonora vai visitar Beatriz no hospital e encontra com Natacha que chama a polícia.
CENA 1. HOSPITAL/ QUARTO DE BEATRIZ. INTERIOR. NOITE
Eleonora continua aflita no quarto.
ELEONORA – Não é nada disso que você está pensando! Eu nunca ameacei a Beatriz!
BEATRIZ – Larga de ser mentirosa Eleonora! Você acabou de me ameaçar!
ELEONORA – Quer saber? Que se danem! Eu quero vê-las provar que eu realmente fiz isso!
Eleonora pega a bolsa e sai, lançando olhares furiosos contra Beatriz.
NATACHA – Essa mulher é muito cara de pau Bia! Ela tentou te matar e ainda tem a coragem de vir aqui te visitar disfarçada!
BEATRIZ – Ela é muito perigosa! Eu tenho medo do que ela é capaz de fazer!
NATACHA – Olha, sem querer te botar ainda mais medo, mas você realmente deveria! Você tem que denunciá-la a polícia!
BEATRIZ – Ela que me aguarde! Mas o pior é que eu to sendo chantageada pelo Alcides, aquele funcionário do La Frontière. Ele ta me ameaçando de incriminar pela morte do Sílvio, isso eu não posso permitir.
NATACHA – Eu te garanto que ele não vai fazer nada contra você... E nem contra mais ninguém!
CENA 2. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE/ DIA
Música: Price Tag – Jessie J.
A noite se vai e um lindo dia ensolarado amanhece na capital paulista que segue seu acelerado ritmo de sempre.
CENA 3. CASA DOS MARCONDES/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA
Beatriz bate a porta, Esperança e Cristiano estão na cozinha, Cristiano segura um buquê de flores. Esperança vai até a porta e a abre. Ela abraça Beatriz.
ESPERANÇA – Ai Bia! Que bom que você tá bem! Tive uns imprevistos hoje e fui te buscar no hospital...
BEATRIZ – Tudo bem.
Cristiano vai até ela e lhe entrega um buquê de flores.
CRISTIANO – Um buquê de flores, para a mais bela flor que eu já vi em toda minha vida.
Cristiano e Beatriz se beijam apaixonados.
CENA 4. CASA DE SANDRO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA
Henrique desce as escadas, quando encontra Sandro assistindo televisão, confortavelmente no sofá.
HENRIQUE – Opa, opa, opa! Sandro vendo TV no meu sofá?
SANDRO – Para com isso Henrique! Me deixa em paz, esquece essa vingança! (Gritando) Eu não tive culpa pela morte de Olavo!
HENRIQUE – Tevê sim! Se não fosse aquele maldito plano o Olavo estaria aqui, vivo agora!
SANDRO – Para, pelo amor de Deus! Será que o meu sofrimento não é suficiente não?
HENRIQUE – Não! Tudo isso que você tá passando é NADA perto do que eu passei nas suas mãos Sandro! Agora, vai tudo voltar como era antes da bem dita gravação! TUDO! Só que agora, você também vai pagar por tudo o que me fez! Ah, e não se iluda achando que o jogo vai virar, porque não vai.
SANDRO – Nunca me faltou vontade de te matar Henrique, ah sim o jogo iria virar, comigo pisando em cima do seu cadáver.
https://www.youtube.com/watch?v=FzvhDizVlI4
HENRIQUE – Não se esquece que eu morrendo que você vai passar fome no OLHO DA RUA! Afinal, todo o meu dinheiro, propriedades, tudo o que eu tenho do qual eu sou obrigado a dar uma esmola a você, em caso de falecimento de minha pessoa vai tudo pras mãos da caridade, pensa com carinho nisso enquanto você vai limpar a casa inteira de cima a baixo.
Henrique sai.
CENA 5. FACULDADE/ SALA DE AULA. INTERIOR. DIA
Natacha está sentada na cadeira lendo um livro para os alunos, que acompanham. Natacha termina de ler.
NATACHA - Bom pessoal, quero uma resenha desse livro pra amanhã, vai valer como avaliação nesse bimestre hein!
HENRIQUE - Prof, pode começar agora?
NATACHA - Sim, claro.
Todos os alunos começam a preparar a resenha, Esperança vai até Natacha.
ESPERANÇA - Natacha, tá na sua cara que você não tá bem! Todo mundo tá percebendo.
NATACHA - E eu não to bem, essa noite eu fiquei em claro, pensando em tudo o que me aconteceu, no que eu me transformei, no Mário... Em tudo. Eu to com uma vontade de sumir do mundo, desaparecer da face da Terra, sabe?
ESPERANÇA - Sei sim, muito bem. Todos sentimos isso em algum momento da vida.
NATACHA - Não tenho mais vontade de viver, eu me olho no espelho e vejo o ser humano podre que eu me tornei.
ESPERANÇA - Você sabe muito bem que não tem culpa de tudo o que te aconteceu...
NATACHA - Eu segui o seu conselho, eu contratei um advogado, vou tentar livrar a Olívia da morte do Argentino lá.
ESPERANÇA - Mas como se a Olívia tá morta?
NATACHA - Não sei como... Mas eu vou fazer isso, nem que eu tenha que voltar a ser a Olívia Mercedes!
CENA 6. CASA DE ALCIDES/ QUARTO. INTERIOR. DIA
Alcides digita em seu celular a mensagem "É bom que já esteja juntando todo o meu dinheiro, senão eu farei com você aquilo que eu prometi. Em breve retornarei contato para pegar meu dinheiro de você" Alcides envia a mensagem para Beatriz, Cristiano, Eleonora, Esperança, Henrique, Sandro, Mário, Natacha e Orlando.
ALCIDES - Daqui a uma semana, estarei eu lá em Paris curtindo todo o dinheiro que eu vou arrancar desses idiotas!
O telefone de Alcides toca, ele atende Álvaro.
ALCIDES - Alo Álvaro.
ÁLVARO - Oi Alcides, só liguei pra avisar que hoje eu não vou estar à sua disposição não. Eu vou pro Rio de Janeiro resolver uns probleminhas por lá, volto hoje à noite ou amanhã, ok?
ALCIDES - Álvaro, pelo amor de Deus! Eu não sou mais criança que precisa dos pais ali sempre do lado! Eu sei me virar.
ÁLVARO - Ok, então.
CENA 7. FLAT/ SUÍTE DE NATACHA. INTERIOR. DIA
Natacha está na sala de seu flat, conversando com seu advogado Dr. Luciano.
NATACHA - Dr. Luciano, como eu disse eu to sendo chantageada. O que o senhor acha que eu faço sobre isso?
DR. LUCIANO - Se você denunciá-lo a polícia, você vai ser presa, e pelo que você tá me contando, além de apodrecer na cadeia, você ainda vai correr risco de morte Olívia. Isso vamos ter que resolver de algum outro jeito, seja qual for.
NATACHA - Eu não sei o que fazer doutor, eu to desesperada! Se fosse a cadeia só, eu até pensava melhor, mas se o Marcelo descobrir quem eu realmente sou, ele me mata! Ele vai fazer comigo o que ele deixou de fazer há 6 anos atrás.
DR. LUCIANO - Temos que ter calma Olívia... Olívia, ou Natacha, como prefere que eu te chame?
NATACHA - Como estamos só nós aqui pode ser qualquer um, mas se estivermos em algum lugar público ou na frente de outros é Natacha... Minha situação perante à lei é grave?
DR. LUCIANO - Olha, eu não vou mentir... É sim, você matou um homem e por mais que você alegue legítima defesa você não tem como provar isso, na Argentina você até teria quem fosse depôr a seu favor, no entanto aquelas pessoas sumiram do mapa depois da morte do cara. E além disso, se descobrirem que você é a Olívia, você tem mais uma acusação de falsidade ideológica.
NATACHA - Esse país tem uma justiça totalmente injusta! Condenar uma pessoa como eu por falsidade ideológica? Eles não pensam que alguém que falsificou um documento pode ter seus motivos? Eu falsifiquei pra mim sobreviver! Porque a Olívia tinha que sumir do mapa! O Marcelo poderia muito bem mandar alguém dar cabo da Olívia na Argentina!
DR. LUCIANO - Olha, eu vou pesquisar sobre seu caso... Mas não tem como eu defender uma ré que está morta perante à lei. Eu vou pesquisar sobre seu caso, mas talvez a Olívia tenha que ressussitar.
NATACHA - Obrigado, viu doutor.
Natacha e Dr. Luciano apertam as mãos.
CENA 8. DELEGACIA/ SALA DE ESPERA. INTERIOR. DIA
Beatriz e Cristiano estão na sala de espera, quando Mirtes e Martins passam por eles, eles vão até eles.
MARTINS - Olá Beatriz.
BEATRIZ - Oi seu delegado, tudo bem?
MARTINS - Está indo... Foi bom que você veio aqui, temos assuntos pendentes a resolver com você, e você Cristiano também.
BEATRIZ - Sobre...
MIRTES - A sua tentativa de assassinato, o Alcides e a tentativa de assalto ao La Frontière.
https://www.youtube.com/watch?v=DxjJbRJFvNU&feature=plcp
MARTINS - Por favor, nos acompanhem até minha sala.
Mirtes, Martins, Cristiano e Beatriz entram na sala do delegado e se sentam.
MARTINS - Então, nós ficamos sabendo da tentiva de assalto contra você, que na verdade foi uma tentativa de assassinato. Isso foi uma represália do Alcides?
BEATRIZ - Não, quem foi isso foi a Eleonora. Ela tentou me matar seu delegado! Ela tá louca!
MARTINS - O problema é que você não tem como provar isso, mas já estamos investigando. E ficamos sabendo que o Alcides está os chantageando, isso é verdade?
BEATRIZ - Sim seu delegado, ele está ameaçando me incriminar sobre o assalto e matar o Cristiano.
MIRTES - Nós vamos pegá-lo! Ele está começando a ser perigoso demais.
BEATRIZ - Além de registrar o B.O, eu vim saber a quantas anda o meu processo de assassinato.
MARTINS - Olha, a situação estava indo bem vento em poupa pra você, mas eu ser franco: sua situação vem piorando por causa do Alcides e da Eleonora que tá contratando os melhores advogados do país pra ferrar com você! A sua situação está começando a se complicar e a tese da Eleonora de que você matou o Sílvio pra ficar com o dinheiro do assalto, porque você era cúmplice dele está começando a ganhar força, e o seu julgamento é em 2 meses e meio. Já passou da hora de você arrumar um excelente advogado e começar a preparar sua defesa.
HORAS DEPOIS...
CENA 9. CASA DE ALCIDES/ QUARTO. INTERIOR. NOITE
Alcides está na cozinha, falando com alguém no celular.
ALCIDES - É claro que é pra você vir pra cá agora! E traga o dinheiro, to nem aí se você não tem ou não quer me pagar, se você não trouxer, você já sabe muito bem o que vai te acontecer né? É bom mesmo! Te quero aqui em no máximo meia hora, to com preguiça de ir aí ou te encontrar no galpão, acabei de te passar o endereço da minha casa como você não tem? Vê na sua caixa de mensagens! Já sabe, te espero aqui e é bom você estar aqui. Senão nem preciso dizer o que vai acontecer com você né?
Alcides desliga o celular.
ALCIDES - Idiota!
CENA 10. LANCHONETE. INTERIOR. NOITE
Mirtes e Martins estão sentados em uma mesa, de uma lanchonete de frente para a delegacia.
MIRTES - Martins, não sei porque, mas eu sinto que algo bastante importante vai acontecer hoje!
MARTINS - Não vai me dizer que é sobre algum dos nossos casos.
MIRTES - É sim, o caso La Frontière.
MARTINS - Esse caso tá com importância demais Mirtes...
MIRTES - Você não vê que tudo que anda acontecendo tem algo relacionado ao La Frontière? O Alcides, a morte do irmão do Sílvio, a tentativa de assassinato à Bia, tudo isso começou após o La Frontière! Mas, não sei porque, eu to começando a sentir que aquele assalto seguido de morte, a partir de agora está começando a ser apenas a ponta do icebearg.
CENA 11. CASA DE BEATRIZ/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE
Beatriz, Cristiano e Esperança estão na sala. Beatriz e Cristiano estão se beijando, e Esperança está navegando em seu tablet.
CRISTIANO - Amor, bem que eu queria ficar mais um pouquinho, só que eu tenho coisa pra aprontar pra manhã na empresa! Vou ter que ir pra casa agora tá?
BEATRIZ - Que coisa?
CRISTIANO - É... Um negócio lá... Que apareceu do nada.
BEATRIZ - Que estranho! Não tava sabendo de nada!
CRISTIANO - Meu pai me avisou agora pouco.
BEATRIZ - Não ouvi o celular tocar.
CRISTIANO - (Desconversando) Bom Beatriz, eu vou indo tá?
BEATRIZ - Tá bem.
CRISTIANO - Tchau Esperança.
ESPERANÇA - Tchau, até mais.
Cristiano vai embora. Beatriz deita no sofá e fica extremamente pensativa, até que ela resolve se levantar e tensa pega a chave do carro. Esperança percebe.
ESPERANÇA - Vai aonde?
BEATRIZ - (Tensa) Vou dar um passeio.
ESPERANÇA - Aonde, sozinha a essa hora?
BEATRIZ - É, eu vou indo tá.
ESPERANÇA - Mas...
BEATRIZ - (Corta) Tchau, beijos.
Beatriz pega a chave e sai. Logo que Beatriz sai, Esperança olha pela janela para ver se Beatriz e Cristiano já foram. Logo, ela vai até seu quarto e volta com uma bolsa, ela pega a chave de seu carro e sai também.
CENA 12. CASA DE ORLANDO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE
Orlando anda de um lado para o outro, aflito com o celular na mão.
ORLANDO - Cadê o Cristiano que não chega? Será que o Alcides fez algo com ele? Se ele fez algo com meu filho eu mato aquele cara!
Orlando senta na cama e começa a pensar, até que ele se levanta. Pega a chave de seu carro e sai pensativo ainda.
CENA 13. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE
Eleonora e Sandro estão sentados no sofá, um cada canto pensativos. Sandro está com um olhar bastante tenso, já Eleonora com um olhar extremamente calculista.
SANDRO - Filha, vou dar uma saída ok? Tenta fazer com que o Henrique não descubra isso, volto já?
ELEONORA - Pode ir pai, vai mesmo.
Sandro sai, após Sandro sai, Eleonora se levanta, olha para a porta e vê Sandro partindo em seu carro, logo Eleonora olha para a escada e vê que Henrique não está descendo. Ela sobe as escadas, ela entra em seu quarto. Ao mesmo tempo Henrique desce e se senta no sofá, assistindo televisão. Logo Eleonora desce segurando uma bolsa e se assusta ao deparar-se com Henrique.
ELEONORA - (Espantada) HENRIQUE?
HENRIQUE - Sim Eleonora, (furioso) e cadê seu pai?
ELEONORA - Não sei.
HENRIQUE - Vai aonde?
ELEONORA - Não te interessa.
Henrique puxa a bolsa de Eleonora, que rapidamente a puxa de volta.
ELEONORA - (Amedrontada) NÃO! Não te interessa saber o que tem aqui dentro.
Ela sai. Logo após, Henrique desliga a televisão, ele tira um controle debaixo do sofá e desliga as câmeras de segurança, logo após ele sai.
CENA 14. CASA DE MARCELO/ COZINHA. INTERIOR. NOITE
Marcelo está lavando a louça, enquanto Natacha tomava um copo de suco. Natacha coloca o copo de suco na mesa, ela pega sua bolsa.
NATACHA - Bom amor, já vou indo, tá tarde (bocejando forçado) Ah! Tenho que dormir.
MARCELO - Estranho, ainda são 9 horas e você dorme super tarde!
NATACHA - É amanhã tenho que corrigir exercício dos alunos e tenho que estar bem disposta.
MARCELO - (Estranhando) Ãn.
Natacha dá um beijo no rosto de Marcelo e sai, logo em seguida Marcelo também vai embora da casa, logo em seguida.
CENA 15. LA FRONTIÈRE/ SALÃO. INTERIOR. NOITE
Mário está tenso atrás de seu salão. Até que uma funcionária passa por ele.
MÁRIO - Karen, cuidado do restaurante pra mim? Porque eu preciso sair urgente! Talvez eu nem volte mais hoje.
A funcionária faz que sim, Mário rapidamente sai a passos largos e bem tenso.
CENA 16. CASA DE ALCIDES/ COZINHA. INTERIOR. NOITE
Alcides está voltando do corredor dos quartos, ele se senta numa cadeira e começa a contar os segundos no seu relógio de pulso.
ALCIDES - Não vai furar comigo não né? Senão vai ver o que acontece com você!
Ouve-se ruídos de porta batendo com força em algum canto da casa. Em seguida, um pequeno intervalo entre as batidas, vê-se alguém com luvas de couro e uma arma com silenciador na mão. A pessoa de arma na mão vai até a cozinha, ao Alcides se deparar com ela fica assustado.
ALCIDES - Vai fazer com isso? Não, por favor não! Não faz isso! Pelo amor de Deus NÃO!
A pessoa levanta a arma e aponta para Alcides. Ela dispara um tiro no peito de Alcides, que leva a mão ao peito, logo sobe a mão e a vê cheia de sangue.
ALCIDES - (Com dificuldade) DESGRAÇA!
A pessoa dispara outro tiro no peito de Alcides que começa a virar o rosto, começando a gemer, logo a pessoa dispara mais um tiro no meio da testa de Alcides que falece.
A cena congela em efeitos avermelhados no rosto de Alcides que está morto.
https://www.youtube.com/watch?v=x_UL-Ud5MPo
CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO