Capítulo 15

Capítulo 15

Anteriormente em Vendetta...

Olavo morre na explosão do carro, Henrique decide voltar para Marília, Henrique decide ir para Marília só que antes decide ir no enterro de Olavo, no enterro Henrique é humilhado pela maioria sendo até apedrejado, Natacha recebe um bilhete do chantagista a mandando depositar dinheiro em sua conta, Henrique descobre que Álvaro foi quem lhe deu uma surra e forjou o flagrante, Henrique persegue Álvaro armado e ameaça matá-lo, Alcides chega, a arma de Henrique acaba disparando acidentalmente contra Álvaro.

CENA 1. CASA DE ÁLVARO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. COMEÇO DE TARDE

Por milímetro a bala não acerta a cabeça de Álvaro, que respira aliviado, assim como Alcides e Henrique.

HENRIQUE - Graças a Deus não acertou!

ÁLVARO - Seu desgraçado! Quase que você me mata!

ALCIDES - Você não é um bandido como eu, o Álvaro, o Sandro e a Eleonora. Abaixa essa arma e vamos conversar, eu sei que você deve tá muito machucado por tudo o que te aconteceu! Mas você é bom! Ouve meu plano ao menor, por favor?

HENRIQUE - Ok, pode falar.

Henrique abaixa a arma.

ALCIDES - Meu plano é o seguinte... Quase tudo que o Sandro e a Eleonora têm está no nome do Olavo... Imóveis, contas, quase tudo por causa do Imposto de Renda.

HENRIQUE - Onde você quer chegar?

ALCIDES - Eu tenho um amigo no cartório que pode falsificar um testamento do Olavo, deixando tudo pra você Henrique. Você entraria e teria o controle total sob o Sandro.

HENRIQUE - Você acha mesmo que o Sandro iria me engolir por algum motivo?

ALCIDES - Esses seus ferimentos, a morte culposa do Olavo e a armação contra você... Isso tudo daria um baita processo nas costas dele, podia dar até xadrez e o escândalo que seria pra sociedade paulistana?

HENRIQUE - Até que seu plano faz sentido.

CENA 2. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. TARDE/NOITE

A grande cidade segue seu ritmo acelerado, uma fina garoa cai na cidade a deixando ainda mais bonita.

Música: Total Eclipse Of The Heart (versão Glee)

CENA 3. CASA DOS MARCONDES/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE

Cristiano e Beatriz estão na sala de estar, sentados no sofá vendo um filme na televisão, quando a campainha toca.

BEATRIZ - Vou atender.

Beatriz se levanta, vai até a porta e a abre para Henrique.

HENRIQUE - Oi Bia, voltei,

BEATRIZ - Entra Henrique!

Cristiano ao ver Henrique respira aliviado.

CRISTIANO - Ufa! Ainda bem que você tá aqui, fiquei bastante preocupado com você! Depois que você foi saiu do enterro daquele jeito!

HENRIQUE - Eu to muito machucado, por dentro e por fora... Mais do que meu corpo, minha alma está doendo por causa da humilhação que eu passei e por causa da morte do Olavo. Eu decidi que eu vou ficar aqui em Sampa. Eu não volto pra Marília!

BEATRIZ - Ainda bem! Íamos sentir sua falta e não íamos ficar em paz com você sozinho em Marília, logo depois dessa tragédia.

Henrique abraça Beatriz.

HENRIQUE - Valeu viu!

BEATRIZ - Que nada! Ainda bem que você não foi!

HENRIQUE - Cadê a Esperança?

BEATRIZ - Ela tá na casa da Catarina.

HENRIQUE - Hum.

BEATRIZ - Henrique, quando você saiu do cemitério... Onde esteve?

HENRIQUE - Eu fui dar um passeio por aí.

BEATRIZ - Tá na sua cara que você está mentindo! Fala a verdade...

HENRIQUE - Tá bom, saindo do enterro eu vi o Álvaro, o cara que executou o plano do Sandro das fotos e ele foi o cara que me agrediu no Viaduto do Chá aquele dia, eu o segui com uma arma que eu comprei. Mas daí, quando eu cheguei na porta da casa dele, eu pensei bem e pensei que eu não sou igual a ele, o Sandro e a Eleonora. Então eu guardei a arma e fiquei andando pela cidade, pensando na vida. Quase que eu faço uma besteira.

Beatriz abraça Henrique.

BEATRIZ - Ô primo! Ainda bem que tudo se resolveu! Isso vai passar, eu garanto, isso vai passar.

3 DIAS DEPOIS...

CENA 4. CASA DE OLAVO/ COZINHA. INTERIOR. DIA

Sandro e Eleonora estão tomando café da manhã tranquilamente.

ELEONORA - É hoje pai... A leitura do testamento do Olavo!

SANDRO - Eu nem sabia que o Olavo tinha feito um testamento,

ELEONORA - Muito menos eu, agora eu só espero não ter nenhuma surpresa desagradável na hora da leitura... O que eu me pergunto é o que será que ele fez com nossos bens?

SANDRO - Isso eu não sei, mas vamos ficar sabendo hoje, com certeza nada demais... Mas eu daria toda essa herança pra ter meu filho de volta! Sabe, como é pra um pai se sentir culpado pela morte do filho?

ELEONORA - Não... Deve ser horrível! (Pensamento) Culpa do quê? O Olavo não tá fazendo a menor falta nem aqui e nem em lugar nenhum, tomara que nessa hora ele esteja ardendo no fogo do inferno!

Eleonora termina o café da manhã.

ELEONORA - Vou dar uma saidinha... Volto antes da leitura do testamento, talvez.

Eleonora sobe as escadas e desce com uma bolsa. Eleonora sai.

CENA 5. FINANCEIRA/ RECEPÇÃO. INTERIOR. DIA

Eleonora está na recepção da financeira lendo uma revista, assobiando tranquilamente, a recepção está quase vazia. Cristiano entra segurando um copo de café de 500 ml e um lanche dentro de uma embalagem. Cristiano se depara com Eleonora.

CRISTIANO - Tá fazendo o que aqui Eleonora?

ELEONORA - Oi amor. Isso é jeito de receber uma mulher com quem você passou 5 anos da sua vida?

CRISTIANO - Nós não temos mais nada! Vê se entende!

ELEONORA - Cadê a songamonga?

CRISTIANO - Se você refere-se à Beatriz, que esse é o nome dela, ela não chegou ainda.

ELEONORA - Só passei aqui pra te dar um recadinho.

Eleonora se aproxima de Cristiano e mordisca sua orelha, sussurando:

ELEONORA - A Beatriz não presta, ela não é quem você pensa que é.

Nesse momento Beatriz chega e fica furiosa. Eleonora sai rindo, ela passa por Beatriz e esbarra o ombro propositalmente no ombro dela.

BEATRIZ - (Enciumada) Você pode me explicar o que foi aquilo Cristiano?

CRISTIANO - Eu posso explicar... A Eleonora veio aqui só pra me provocar mesmo! Ela veio aqui e disse que veio me dar um recadinho, ela disse assim "A Beatriz não presta, ela não é quem você pensa que é"!

BEATRIZ - A Eleonora tá cada vez mais variando! Ela não vai se cansar de atrapalhar minha vida não?

CRISTIANO - Olha, eu sinceramente acho que não. Ela tá obsecada por você! Ela vai fazer de tudo pra te destruir!

CENA 6. LA FRONTIÈRE/ SALÃO. INTERIOR. DIA

O salão está um tanto cheio, no balcão Mirtes e Mário conversam baixo, tomando cuidado para ninguém ouvir. Alcides está vindo da cozinha segurando uma bandeja, até que ao vê-los se esconde atrás da parede e fica ouvindo a conversa.

MÁRIO - Mirtes eu não aguento mais aturar o Alcides aqui! Eu acho que ele já tá desconfiando de alguma coisa!

MIRTES - Não importa, porque em breve nós vamos conseguir pegá-lo pelo assalto ao seu restaurante e pela sua tentativa de assassinato!

MÁRIO - Quem diria! Eu aqui sabendo que meu próprio primo está por trás de um assalto contra meu restaurante e uma tentativa de assassinato contra mim, sem poder fazer nada!

MIRTES - A gente tá muito perto de prender o Alcides por tudo o que ele aprontou! É só uma questão de tempo pra conseguirmos isso.

MÁRIO - Assim espero.

Alcides se desespera.

CENA 7. FACULDADE/ SALA DE AULA. INTERIOR. DIA

Natacha está na sala de aula, lendo um texto de um livro para seus alunos, quando o sinal toca.

NATACHA - Quero aquele trabalho pra amanhã pessoal! Vale 3 pontos na média!

Todos saem. Quando Natacha está prestes a sair ela para Esperança.

NATACHA - Preciso de um favor seu Esperança.

ESPERANÇA - Qual favor?

Natacha pega um montinho de notas de cem e entrega à Esperança.

NATACHA - Você precisa depositar isso pra mim naquela conta! Se isso não tiver na conta do chantagista o mais rápido possível, ele me entrega pro Marcelo!

ESPERANÇA - Natacha, toma cuidado, o Marcelo é perigoso! Se ele descobrir quem realmente é você ele te mata.

NATACHA - Vocês já disse isso um milhão de vezes! Você não sabe falar outra coisa não?

ESPERANÇA - Ok, você que sabe. Mas a gente precisa descobrir quem é esse chantagista... Será que é alguém que conhecemos?

NATACHA - Não sei... Mas eu sinto que é alguém que esse chantagista misterioso é alguém que eu já vi pelo menos uma vez.

CENA 8. BANCO. INTERIOR. DIA

Esperança deposita o dinheiro e sai, ela não nota que alguém a observa, Esperança sai, alguns minutos depois a pessoa vai até o caixa e saca a quantidade em dinheiro que acabará de ser depositada por Esperança. A pessoa sai do banco e coloca o dinheiro no bolso.

https://www.youtube.com/watch?v=FzvhDizVlI4

CENA 9. CASA DE CATARINA/ COZINHA. INTERIOR. DIA

Catarina e Beatriz estão almoçando sozinhas.

BEATRIZ - Valeu por me convidar pra vim almoçar aqui.

CATARINA - Que nada... Eu precisava falar com você.

BEATRIZ - Se for sobre a Eleonora, eu...

CATARINA - (Corta) Beatriz, acredita em mim, aquela mulher não presta!

BEATRIZ - Pelo jeito que você age só de falar o nome dela a Eleonora é o capeta em forma de gente né?

CATARINA - Não brinca Bia! Você não faz nem ideia de com quem está se metendo!

BEATRIZ - O que você sabe dela? O que você esconde de todos Catarina? Até parece que você protege ela, tem rabo preso com ela em alguma coisa?

CATARINA - Cruz credo Beatriz! Deus que nos livre! O que interessa saber Beatriz é que quanto maior a distância que você tiver dela é melhor!

BEATRIZ - O Cristiano disse que ela tá obssecada por mim!

CATARINA - Faz uma viagem, sai do Brasil um pouco, vai terminar sua faculdade lá fora! É melhor! Estados Unidos, Canadá, Europa, o que acha?

BEATRIZ - Eu não tenho medo dela, se é guerra que ela quer, é isso que ela vai ter.

CATARINA - Beatriz, que Deus tenha piedade de sua alma... Você realmente não sabe o que diz!

CENA 10. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA/ TARDE

O dia sai e dá lugar à uma agitada tarde paulistana.

CENA 11. CASA DE OLAVO/ SALA DE ESTAR. INTERIOR. TARDE

Sandro e Eleonora estão na sala, quando o advogado entra na casa. Sandro vai até ele e aperta sua mão.

SANDRO - Olá seu Marcos.

ADVOGADO - Olá, oi Eleonora.

ELEONORA - Oi, vamos logo com essa palhaçada?

ADVOGADO - Primeiro eu preciso que vocês assinem um termo confirmando que estão conscientes de todos os termos do testamento.

O Advogado dá a folha para Eleonora e Sandro assinarem, eles assinam e nem percebem que na próxima página há a assinatura de Henrique.

ADVOGADO - Agora sim podemos ler as últimas vontades do senhor Olavo Martinelli da Costa Fonseca.

O Advogado começa a ler em voz alta.

ADVOGADO - "Eu, Olavo Martinelli da Costa Fonseca, em exercício pleno de minhas faculdades mentais, venho através deste documento certificado em cartório expressar minhas últimas vontades de destinação de meus bens materiais como: imóveis, carros, dinheiro de contas entre outros bens. Para começar declaro abaixo os imóveis: um grande sobrado no luxuoso condomínio Townhouse Of Dreams, no qual resido com minha família; um apartamento no Rio de Janeiro localizado no bairro do Leblon; uma casa de campo na cidade de Campos do Jordão, no interior de São Paulo; um carro avaliado em torno de 60 mil reais; outro carro avaliado em 30 mil reias; e o dinheiro de uma conta em meu nome no banco Araponga. Para começar a distribuição declaro meus legítimos herdeiros: meu pai, Sandro Martinelli da Costa; minha "querida" irmã Eleonora Martinelli da Costa Fonseca e o homem com que eu vivo maritalmente Henrique Marcondes de Souza...

Eleonora e Sandro ficam em choque, Eleonora está incrédula e Sandro não consegue sequer expressar alguma reação.

ADVOGADO - (Continuando) "... e uma organização de ajuda à homossexuais que sofrem homofobia. Minha casa no condomínio Townhouse Of Dreams eu deixo para todos os meus herdeiros legítimos, sendo que o principal dono, que possuírá só para si 60% da casa é Henrique Marcondes...

SANDRO - (Incrédulo) NÃO! NÃO, ISSO NÃO PODE TÁ ACONTECENDO!

ADVOGADO - Permita-me concluir a leitura do testamento por favor. (Continuando) "... os outros 40% da casa deixo para minha irmã Eleonora Martinelli e meu pai Sandro Martinelli que dividirão a casa e terão que morar nela, sendo que se meus parentes Sandro e Eleonora ficarem ausentes do lar por mais de 3 dias sem o concentimento ou conhecimento de Henrique Marcondes (o atual dono da casa que terá de abrigá-los), Henrique poderá, denunciar abandono de lar e possuir só para si a casa...

ELEONORA - (Revoltada) Ah não! ESSE TESTAMENTO FOI FALSIFICADO! QUANTO ABSURDO!

ADVOGADO - (Continuando) "... agora, quanto aos meus carros, o carro avaliado no valor de aproximadamente 60 mil reais, deixo para Henrique, e o outro, avaliado em 30 mil reiais deixo para meu pai Sandro. O imóvel no Rio de Janeiro deixo para Henrique Marcondes e quanto à todo dinheiro da minha conta, destino 10% a organização a qual ajudo, quanto aos 90% destino absolutamente tudo para Henrique, sendo que mensalmente ele deve dar 10% de sua renda para Eleonora e 10% para Sandro. E essas foram as minhas últimas vontades".

Henrique entra na casa de braços cruzados e para em frente de Sandro e Eleonora, que estão incrédulos.

SANDRO - Esse testamento foi falsificado! Foi forjado! Nunca vi coisa tão absurda na minha vida!

HENRIQUE - O que foi Sandro? Você vai ter que me engolir quer queira, quer não! A partir de agora você está nas minhas mãos!

ELEONORA - Aquele maldito não fez isso com a gente! (Revoltada) Ele não pode ter feito!

ADVOGADO - Bom, agora que todos já estão devidamente conscientes das últimas vontades do senhor Olavo e que estão conscientes de seus termos, eu vou indo... Passem bem.

O advogado sai.

HENRIQUE - É, parece que vamos aproveitar bem, nossa estádia juntos.

SANDRO - EU NÃO ATURAR ISSO, OUVIU? EU NÃO VOU!

Sandro pega a carteira e sai atordoado. Eleonora sai também batendo o pé furiosa.

HENRIQUE - Vamos ver se não vai seu Sandro.

CENA 12. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. TARDE/ COMEÇO DE NOITE

A tarde vai e dá lugar a uma bela noite.

CENA 13. PARQUE. EXTERIOR. COMEÇO DE NOITE

Beatriz e Cristiano estão passeando por um parque saboreando um algodão doce.

BEATRIZ - Queria que fosse sempre assim... Nós dois juntos e felizes, sabe?

CRISTIANO - Só depende de nós dois.

BEATRIZ - Não, depende da Eleonora nos deixar em paz.

CRISTIANO - É, mas vamos ter fé. A fé move montanhas.

CENA 14. LA FRONTIÈRE/ SALÃO. INTERIOR. COMEÇO DE NOITE

O salão está aparentemente vazio, todo escuro e com portas fechadas. Mário entra e ao acender a luz depara-se apenas com Alcides com uma mochila nas costas.

ALCIDES - Olá priminho, achei que não viria.

MÁRIO - O que tá acontecendo aqui? Cadê todo mundo?

ALCIDES - Eu mandei todo mundo embora daqui. E eu tinha um argumento bem convicente.

Alcides tira uma pistola do bolso e aponta para Mário.

ALCIDES - Idiotas, nem faziam ideia de que essa pistola era de brinquedo!

MÁRIO - O que tem nessa mochila?

ALCIDES - Olha na caixa registradora priminho.

Mário vai até a caixa registradora e quando a abre a vê vazia.

MÁRIO - Seu desgraçado! Você me roubou! Você também tava por trás ao 1º assalto ao La Frontière né Alcides? FOI VOCÊ SEU CANALHA!

ALCIDES - Nossa! Como você é lento pra racionar! Sim, fui eu Alcides! Fui eu que mandei o Sílvio atirar em você com a condição de facilitar a entrada dele aqui! Só que não fui eu e muito menos o Sílvio que fómos mentores do assalto, o Sílvio não tinha inteligencia pra isso.

MÁRIO - Seu desgraçado! Você quis me matar seu infeliz! POR QUÊ?

ALCIDES - Você tomou tudo o que é meu Mário! Quando você ficou orfão e foi morar na casa do meu pai, logo virou o queridinho, o protegedinho do papai! Tanto que o restaurante ele deixou pra você! Aquele velho decrépto!

MÁRIO - NÃO FALA ASSIM DO SEU PAI!

ALCIDES - Cala a boca! Eu falo do jeito que eu quiser!

Mário se aproxima de Alcides e passa uma rasteira nele, rapidamente ele pega seu celular e liga para Mirtes.

MÁRIO - Socorro Mirtes! Sou eu Mário! O Alcides ele me trancou aqui, ele assaltou o restaurante de novo! Vem aqui agora!

Mário desliga o celular e corre para tentar abrir a porta que está trancada, até que Mário sente uma lámina fina e pontuda em seu pescoço.

ALCIDES - Mais um passo e eu enfio essa faca na sua goela seu infeliz!

MÁRIO - Calma Alcides! Não faz burrada!

Alcides tira a faca do pescoço de Mário que volta a onde estava, com Alcides de frente para ele, o rodeando.

MÁRIO - Você não passa de um verme! Um sangsuga, um parasita nojento e oportunista que só pensa em fazer dinheiro não importa por cima de quem tenha que passar!

ALCIDES - Sou oportunista mesmo! Além de ter te roubado Mário, eu tiro uma grana de um monte de gente. Sabe aquela família de grã-finos? Os Martinelli! Então Mário, eu faço uns servicinhos pra eles, inclusive pro Sílvio. Como acha que eu conheci o Sílvio hein?

MÁRIO - Você não presta Alcides!

ALCIDES - E além disso, não que isso te interesse, mas eu vou te contar eu também sei coisas de muitas pessoas... Como a professora da sua amiguinha, a Natacha, ou devo dizer Olivia? Eu não se a Bia ou a Esperança já te contaram sobre uma tal de Olivia? Então essa Olivia não passa de uma...

MÁRIO - Para pelo amor de Deus! Eu não aguento mais tanta sujeira!

ALCIDES - Essa mulher aí tem seus segredinhos e eu arranco uma boa grana dela... Mau sabe ela de que eu faço jogo duplo, tiro grana dela e do inimigo número 1 dela, o Marcelo Mercedes! Aquele diretor da faculdade sabe? Aquele homem tem podre pra danar! E sabe onde eu o conheci, aqui! Pelo menos pra alguma coisa esse lixo que serve comida nojenta tem que me servir!

MÁRIO - JÁ CHEGA ALCIDES! EU CANSEI!

ALCIDES - Eu to te confessando todos os meus crimes! Você não tava tão interessado em saber da minha vida pra futricar pra Mirtes? Então, agora você sabe!

MÁRIO - Eu to com nojo de você! Você é muito mais despresível do que eu imaginei! Você tá me contando tudo isso por quê? Vai me matar?

Alcides sorri.

CENA 15, RUA. EXTERIOR. COMEÇO DE NOITE

Vários carros de policiais chegam e cercam o restaurante, Mirtes e Martins saem de um carro. Mirtes pega um mega-fone.

MIRTES - Se renda Alcides, a casa caiu pra você!

CENA 16. LA FRONTIÈRE/ SALÃO. INTERIOR. COMEÇO DE NOITE

Alcides fica furioso.

ALCIDES - Merda! O que eu faço agora?

MÁRIO - Se ferrou Alcides! Bem feito, a casa caiu seu crápula!

ALCIDES - (Gritando) CALA A BOCA!

MÁRIO - Você vai apodrecer na cadeia seu infeliz! Acabou!

ALCIDES - (Gritando) JÁ MANDEI CALAR A BOCA!

Alcides joga Mário na cadeira, tira a faca do bolso e encosta no pescoço de Mário que fica aterrorizado.

MIRTES - (Gritando no mega-fone) Se rende Alcides! Acabou pra você!

ALCIDES - Vamos ver pra quem acabou, priminho!

Alcides cada vez mais aproxima a faca do pescoço de Mário.

 

A cena congela em efeitos avermelhados no rosto de Mário, aterrorizado com a faca apontada no seu pescoço, pronta para esfaqueá-lo.

https://www.youtube.com/watch?v=x_UL-Ud5MPo

 

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO